quarta-feira, 17 de setembro de 2014

What if I.....?

(sabes qual é a música de fundo.......!)

.....chegar aí à tua porta e te gritar o que me vai na alma? Não posso, prometi a mim mesma que não voltava a passar aí perto...
....te disser que deixei a chave de minha casa debaixo do tapete e que só tens de entrar e escolheres o teu melhor fato para me surpreender? Pode ser aquele que usamos para amar.... Já sei, não podes, há sempre algo pelo meio....
...te confirmar que és a melhor coisinha que Deus pôs na Terra (depois de mim, é claro......)? Ah e tal, que exagero, dirás.
....te chatear até à exaustão, até dizeres que sim? Porque não podes hoje, mas amanhã é um dia tão bom como qualquer outro e tem uma enorme vantagem: está somente a 24 horas de distância!
...te explicar que nada disto vai desaparecer, nem tu, nem eu, não por nenhuma arte mágica especial, mas somente porque amar é isto mesmo? Sou maluca.....sim, totalmente. E sabes maluca por quê (quem)!
...te disser todos os dias que não há nenhum local melhor para estar que nos teus braços? Especialmente no final dos teus braços: nas tuas mãos. É aí que estou...
....te contar que gosto do teu jeito bossy? Nem que seja para um "amo-te, vira ali à direita!".
...te mostrar que há quem se cumprimente com um aperto de mão ou um beijo quando se vê e que nós os 2 temos outra forma mais pragmática de o fazer? Tens é de ter tempo para isso....meia hora é pouquinho!
...te pedir para não leres isto mas antes vires aqui escrever um livro inteirinho comigo? A capa não é muito importante, mas as páginas de dentro.....estão todos os dias a acontecer, a enriquecer a leitura!  

...told you that I'm gone steer clear, I'd burn up in your atmosphere... 'Cause I'd die if I saw you and die if I didn't see you there.....

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Do amor e de outras coisas maradas....

(ao som de You're never gonna be alone, dos Nickelback)

Nascemos sozinhos (quer dizer, estava lá a nossa mãe...), vivemos sozinhos (com a companhia das pessoas certas, claro, e das incertas também...) e morreremos sozinhos (ainda que dando a mão, naquele momento, à pessoa mais especial da nossa vida, se tivermos essa sorte!). Gosto particularmente de uma ideia a propósito da morte: se viveres até aos 100 anos, eu quero viver esse tempo todo menos 1 dia, porque não quero passar nem 24 horas sem ti (coisa mais lamechas, né??)
É uma "cena" fabulosa quando descobrimos a pessoa que nos faz sentir que nunca mais vamos estar sozinhos. Eu chamo-lhe "a minha filha" mas também "amor" (quer dizer, não lhe chamo "amor", que acho pindérico, mas outro nome muito mais original e menos....coiso! Algo tipo "boy scout").
O amor é assim uma espécie de tatuagem que passa por nós: fica-nos para sempre. Podemos camuflar um amor com outro, porque o 1.º já não nos assenta bem, mas uma decisão de ficar com aquele amor para sempre, colado no nosso corpo, nunca é leviana (nem com uma valente bebedeira nos queixos!). É mesmo algo que se entranha e que adoramos ver em nós. Há quem nos chame loucos (por termos uma tatuagem ou um amor inexplicável) mas é o que dá sermos tudo menos convencionais no que se refere a sentimentos. 

Quando é amor sabemos. Cá com mer**** é que não! Porque a menor menção do nome dele nos arrepia, qualquer mensagem/notícia/leve sinal da sua presença nos tira o chão. Porque o queremos ver feliz, connosco ou sem nós. Porque não se explica, só se sente, só se vive, não sai da gente (era para rimar, que eu não digo "da gente", ehehe!). 
Todas as cartas de amor são ridículas, dizia Álvaro de Campos. Eu digo: todas as histórias de amor são ridiculamente "a melhor", desde que seja a nossa. Nenhum amor é mais forte, nenhum mais intenso do que aquele que vivemos. É ou não é? Todos pensam isso do seu amor. Se não pensam, será mesmo amor? 
Sou muito desassossegada, eu sei, passam o tempo a perguntar-me porque raios é que eu faço tanta pergunta, me inquieto tanto. Digo que é porque não sou capaz de aceitar o "mais ou menos e já 'tá mais que bom". Ferve-me o sangue nas veias, quase que se fritam os neurónios (poucochitos, mas não param quietos...), é assim uma espécie de descontentamento. Sempre com optimismo e fé de que um dia será mesmo tudo muito melhor. E sempre desinquietando os outros, aqueles que valem a pena. Os que têm o amor à flor da pele mas que o escondem atrás da racionalidade do "parece mal". Só que sabe tão bem.......
Sei que Deus me perdoa, apesar de não ser uma menina bem comportada ou ajuizada....porque Ele gosta dos irreverentes, dos que usam sandálias quando chove a potes (mas o que é que me passou pela cabeça hoje de manhã??), dos que se recusam a aceitar que certo certo é seguir o que "sempre se fez". Certo certo é seguirmos o que a nossa voz interior (o anjinho ou diabinho que vive no nosso ombro) nos diz, o que as entranhas gritam, e que até o cérebro acredita que tem mesmo de ser ou ele próprio explode! 
E, sim, a minha é a melhor história de amor que existe. Porque eu acredito e esse é o mistério para tudo dar certo!



sábado, 13 de setembro de 2014

And that's it!


Uma mensagem inesperada, uma notícia imprevisível, uma inacabada conversa que nos deixa, mais uma vez, com uma brutal insónia umas 2 horas antes do despertador tocar.
Um dia inteiro com a memória naquele momento, com a sensação de que há muito mais a acontecer e que não percebemos o que é. Antes que o dia se conclua, uma nova descoberta que nos desvia, por momentos, dos pensamentos que nos atormentaram. Que nos diz muito e nos abre a alma. Mas voltamos sempre ao mesmo...
É uma verdadeira pain in the...neck quando nada nos tranquiliza a ânsia de saber mais ou, melhor ainda, tudo, tudinho. Nem o turbilhão de coisas que fizemos num só dia, ou as descobertas e boas novas no seu final. Estivemos entretidos, foi isso...
E porquê? Somente porque o que falta saber é o que nos afasta da perfeição. O que ainda não vivemos aperta o presente. Viver hoje preocupados com o amanhã só nos tira o tempo de hoje. Pois sim, mas as mulheres são tão curiosas, impacientes, inquietas que nem o facto de sabermos com toda a certeza que "that's it, that is perfection!" nos acalma. Mas posso ser só eu....

Gosto de surpresas, já o disse montanhas de vezes, mas só das que posso aproveitar ao máximo. Quando fica a meio termo é uma chatice! Gostava mesmo que as coisas na vida tivessem um time to market mais interessante......leva tudo tanto tempo! (lá está a minha impaciência...)
"Só" queria TUDO......acho que não é pedir muito! E queria que fosse rapidinho.... Porque quando estes sonhos se cumprissem, era tempo de pensar nos próximos. (lá está a minha inquietação...)
Sai um tudo e depressa, ófaxavor! And that's it!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sempre que penso nisso....

(alerto já que este é um post um bocadinho lamechas. Se não têm nada melhor para fazer, tipo arrumar a cozinha ou ler emails, deixem-se ficar. Mas olhem que fica o aviso....de que pode ser um valente desperdício de tempo. Eu depois constato nas estatísticas!)

A maioria das coisas importantes na vida não são coisas. São sensações, sentimentos, crenças, certezas, chamemos-lhes o que quisermos, mas não lhes podemos ficar indiferentes. 
É assim um turbilhão de eventos que nos mudam, que deixam tudo deles em nós. Por vezes verdadeiros nadas, parvoíces, que nos fazem sentir felizes, eufóricos, tristes, cabisbaixos, desesperados....

Crenças, que se entranham, feelings que não se explicam e injustiças que nos entristecem. Esperar que os outros sejam justos connosco só porque somos justos com eles é o mesmo que achar que um leão não nos comerá (se tiver a oportunidade...) só porque o não comemos a ele. 
Disse, aqui mesmo, em vários textos meio aparvalhados, uma quantidade de coisas de que gosto muito e outras de que não gosto mesmo nada. 
Neste caso, não se trata de gostar ou não, mas antes de acreditar ou não. Aquilo em que acredito é que existem certezas que não têm qualquer justificação científica. Acontecem porque têm de acontecer, façamos muito ou nada por elas. Não é uma espécie de fatalismo mas fuckin' karma, if you like it
Coisas assim como conhecermos alguém há bastante tempo e um dia acontecer um olhar mais intenso, que nos acende um Sol ali mesmo, que ilumina a sala e, de repente, um espaço outrora cheio de malta, fica quase vazio. Tudo roda à volta daquele sorriso, daquele olhar, de algo que não tínhamos visto antes mas que não permitirá que mais nada fique como era. E damos por nós a pensar (raio de vício este, o de ter de analisar tudo!!) se significa algo, se fomos só nós, se as borboletas alguma vez se vão acalmar.
Porque, segundo li já nem sei onde, é apenas preciso um momento para gostarmos de alguém, uns dias para lhe dizermos "gosto de ti" e uma vida inteira para o provar. 
Acreditar é só parte da magia. Gostar é um ingrediente fundamental. O resto chama-se "fazer pela vida". E não são precisas mais explicações!

Sempre que penso nisso....não consigo evitar sorrir :) 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mais uma moeda, mais uma volta

Até parece, por vezes, que a vida se resume a isso: voltinhas no carrossel. Quase quase como "põe lá a moeda e dá mais uma volta". E sem o "menina bonita não paga mas também não anda". Porque é no andar que está o segredo (na vida, como em andar de bicicleta, o equilíbrio mantém-se se estivermos em movimento, já dizia o outro). Mesmo que não nos apeteça sobremaneira.
Assim uma espécie de mãe que nos insiste em levantar da cama com um "vá, tem de ser, a escola não espera e depois não apanhas o comboio". Mesmo assim! Se não seguimos em frente, ainda que às voltas com a sensação de acho-que-estive-aqui-esta-cena-não-me-é-nada-estranha, a vida passa por nós sem darmos conta que o dono do carrossel não tarda pára o espetáculo porque se nos acabou o tempo daquela moeda.
Não é uma questão de deixar andar sem direcção, mas em escolher muito bem, antes de subir, se queremos o avião, o carro dos bombeiros ou um dos animais da selva. Se ficamos com a aventura ou com a tranquilidade. Se fazemos ou deixamos que façam. Talvez em sermos nós os donos do carrossel e em vermos um entra-e-sai da nossa vida, com malta a correr para escolher o melhor local para se abancar ou somente em passear por ali sem fazer uma opção, só lhes restando o que esteja vago ou saltando fora, devolvendo o bilhete com um "olha afinal não quero andar nisto".
Porque isso também faz parte do espetáculo: dar por nós a pensar "não sei andar nisto, parem o carrossel"..... Mas, mal ou bem, ele prossegue, só nos restando esperar que termine, com um ar de enjoo ou, muito melhor, colocando o melhor sorriso que temos, gritando yupi a plenos pulmões e acenando a quem assiste lá fora.
Enjoy the ride: there is all you have, so it's better to pick the best place and make every moment count!


sábado, 6 de setembro de 2014

Como explicar o inexplicável





Já sei que não é fácil tentar explicar o "inexplicável"! Missão impossível, dirão alguns.
Como é que se explica.....
Porque é que se ama alguém? Li por aí: "Seduz a minha mente e poderás ter o meu corpo. Encontra a minha alma e serei tua para sempre." É mesmo isto. Quem nos encontrou a forma da alma não percebe o que fez ou como fez, até porque não sabe o seu real valor. A minha alma é tua........não me perguntes porquê. Não se escolhe quem se ama. Acontece, e pronto!

Porque é que nos comportamos como umas bestas tortas com quem amamos e como uns perfeitos anjinhos-que-tudo-perdoam com quem nem nos merece que olhemos para eles? Talvez porque é uma "cena" parva das pessoas quererem a aceitação de todos. Dos que já temos, não há o que conquistar e por isso temo-los como adquiridos (até ao dia, até ao dia...), dos outros porque nos faz "espécie" que não gostem de nós. Eu creio no contrário: não gostas? Melhor, menos um a quem tenho de tolerar.... 


Porque é que 6.ª feira está tão perto de 2.ª feira e esta tão longe da 1.ª? Nem vou tentar explicar...é assim como a ideia de que "tudo junto" se escreve separado e "separado" tudo junto......


Porque é que quanto mais pressa se tem, mais os outros insistem em engonhar? Estilo, estares atrasada e apanhares trânsito, ou o elevador nunca mais vir? É o mesmo que na vida: ansiar dá-nos cabo da paciência e qualquer coisinha que apareça só vem mesmo complicar. Como é que se resolve: respirar fundo e tranquilamente, por a música mais alta e......esperar, tentando colocar um sorriso nos lábios. Se calhar por isso é que os vizinhos dos carros ao lado do meu nas filas intermináveis olham para mim com ar surpreso: "aquela maluquinha deve estar de férias...vai para ali a curtir a música e a rir e cantar aos altos berros, com o trânsito que está..."

Porque é que custa tanto assumir que não fizemos a escolha certa? Não precisamos de nos justificar, porque os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. E não é assumir que falhámos, mas antes que tínhamos de seguir um caminho que não era o correcto. Antes isso que sermos apanhados a conduzir em contra-mão...as consequências são bem menores! Em vez de chapa amassada é só o orgulho que sai ferido. O pior é não corrigirmos a direcção......mas isso é uma explicação complicada!


Porque é que eu insisto em escrever baboseiras e ainda existe malta a ler? Eu porque gosto, vocês porque são masoquistas, eheheheh!!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Um destes dias...

Um destes dias, rapto-te! Levo-te para longe dos problemas do Mundo, para aquele sítio em que só os 2 contamos...
Um destes dias digo-te que te amo. Que encaixas em mim e eu em ti como se mais ninguém existisse....
Um destes dias fico só a ver-te dormir. Sossegada, quase sem respirar, a suspirar baixinho, a olhar para ti.
Um destes dias passo uma semana a explicar-te o que já devias saber: porque é que sou tua, porque é que és meu. Até que não restem mais dúvidas.
Um destes dias arrebato-te o coração de dentro do peito e ponho-o a bater no meu. Assim, a troca está feita, porque o meu coração há muito que não está em mim.
Um destes dias mais nada importa além do toque, do beijo, da respiração perto do pescoço, quente....e de sentir o teu cheiro.
Um destes dias não te deixo regressar. Ficamos no abraço, naquele que queremos eterno, que cura quase tudo, em que o tempo pára e a paixão dispara.
Hoje não é o dia.....ainda não!!