sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Bruxedos!

Dias das Bruxas. É hoje. E todos os dias! Habitualmente das que só querem o mal dos outros, que não podem ver ninguém feliz. Gosto de pensar que, pelo menos hoje, as que só querem é que não as chateiem e que cada um viva a sua vida como entender, devam ser celebradas! 
Não usam chapéu bicudo ou verruga no nariz (eu tenho um sinal, chega??) e talvez por isso sejam mais espalhafatosas que as outras....para darem nas vistas!!!
É que isto de suportar os bruxedos dos outros tem que se lhe diga! Nem o yoga consegue anular os efeitos....tem dias que nem o sorriso franco e rasgado. Porque é que insistem em gostar tanto da nossa vida, se é para nos desejarem que corra mal?? Se calhar, arranjavam uma de jeito para si, ao invés de invejarem a nossa... É que já basta nós próprios a duvidarmos de nós, a chatear-nos connosco, não é preciso cá invejosos.... 
Porque parece mesmo bruxedo....está tudo a recompor-se, sim??? Muahahaha!!! Toma lá disto para te assoares. 
Comigo têm pouca sorte, coitados. Tentem lá o vosso melhor!! É que eu fiz um acordo com Deus: eu sorrio sempre e Ele coloca do meu lado os melhores dentistas que existem. Chamam-se amigos, e são um sagrado remédio contra maus-olhados, poções e mézinhas. Sobretudo os grandalhões, porque dão cá um jeito quando se descobre quem é que andou a armar contra nós.... Aí sim, um tratamento dentário é preciso!! E um ortopedista...
Porque de feitiçarias, só gosto mesmo das que faço contigo. Não envolve caldeirões, mas a casa pega fogo....
I'm pretty sure you've put a spell on me!! But that's fine since I know a great potion for it: it's called I love you and it comes in huge bottles....


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Chama-se "levanta-te daí"

Cair 3 vezes. E levantarmo-nos 4. Esse é o truque para seguir com a vida em frente.
Inteligência emocional, pois claro! Mas inteligência da outra também......
Adianta chorar, ter selfpity, mas chega o momento em que o luto termina e ouvimos uma voz interior que nos diz "levanta o traseiro daí, pára de ter pena de ti próprio e vai à luta". Ainda bem que é só a voz porque se era alguém, isto tudo era precedido de uns valentes safanões.
Somos feitos de carne, mas parece que deveríamos ter sido de aço. Do inoxidável, porque com tanto choro (e com a chuva dos últimos meses........) ganhávamos ferrugem....
O melhor é pôr tudo cá pr'a fora.........como os malucos. Podemos medir as palavras, porque a mágoa nos faz dizer disparates que depois nos arrependemos, mas não podemos é deixar de as dizer. Ou instalam-se em nós e corroem. Como ácido, como veneno.
Às vezes, basta escrever (aqui a estróinas é o que faz.....) e já ficamos melhor, com a vantagem de que não dá para más interpretações e podemos ler e reler. Umas vezes choramos e outras rimos, com tudo o que estávamos a sentir naquele momento. Não fica é nada como era "dantes".
Podemos ter de nos "morder", de engolir em seco, mas temos de avançar, de fazer "das tripas coração" (gosto tanto desta expressão: é sempre na zona da barriga que "sinto" o que se vai passando comigo. Borboletas no estômago, angústia em que não consigo comer nadinha, volta à tripa com aquelas conversinhas de....coiso!).
Custa de caraças ao princípio, mas até me parece que começo a ficar vacinada. Mesmo quando presencio as coisas que, acharia eu, não estava preparada para ver acontecerem, fico com a ideia do "WTF, isto não me incomoda "quase" nadinha"! 
O ciclo é mais ou menos este: choro, não-a-mim-não, 'tou bem, a sério!, já-me-sinto-melhor, inté-os-comemos, bolas-voltei-a-ir-me-abaixo-pensava-que-não-me-afectava, fim-o-que-tiver-de-ser-será-quer-eu-me-preocupe-ou-não. E damos por nós a viver novamente, com os pés no chão (eu é mais com a cabeça nas nuvens e sempre aos saltinhos...) e na esperança de que vá mesmo ficar tudo bem no final. Ou não será o final!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Esta é para o desmiolado do meu afilhado!

17 anos..........olhamos para o lado e, de repente, passaram quase 2 décadas!
Lembro-me da primeira vez que te vi, como se fosse hoje.

Sei que lês estas cenas, por isso pensei que seria um presente assim-pr'o-mais-ou-menos-giro se te dedicasse um post (não sei se é a primeira vez que estás num blog de alguém ou não, mas olha, vai na mesma!). 
Apesar de estarmos muito poucas vezes juntos, sei que sabes que estou sempre do teu lado. Porque acho que Deus só poderia escolher-me um afilhado do género amalucado mas com um coração enorme. Com a crença de que se calhar não vale um chavo, mas sem saber que é das melhores coisinhas do Mundo (nem que fosse por ter uma 'drinha como eu, eheheheheheh!).

Segue o teu coração. É o melhor conselho que te posso dar. Sê sempre tu próprio, ainda que te tentem rebaixar ou dizer que não vales nada (digo isto todos os dias à tua prima! Até lhe colei vinil no quarto a dizer isto mesmo.....para que nunca se esqueça!).
Acredita que existe um plano enorme para ti, só tens de confiar que vai ficar tudo bem.....sim, isso e estudares, ok caramelo??? O que cai do céu é somente a chuva.....o resto dá uma trabalheira a conseguir, mas só te digo que vale a pena!
Espero que tenhas uma vida fabulosa e que eu a possa acompanhar. Ainda que não saibas, tenho muito orgulho em ti. Está dito, está dito!!!! 
Parabéns puto Bruno, gosto de ti. 

sábado, 18 de outubro de 2014

Para sempre

Li hoje um texto de Gabriel García Márquez que me fez sentir como se a minha alma, de repente, tivesse pegado em papel e numa caneta e desatado a descrever-se. 
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente para me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias, caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crer que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre.""
No meu último post falei do nunca, agora aparece-me aqui o "para sempre". Acredito mais no forever do que no never. "Nunca" é demasiado definitivo, tem uma carga demasiado pesada. "Sempre" é a esperança. O querer acreditar. Que sim, que vai ser eterno..........pelo menos enquanto durar!
Para sempre é amor de mãe. Para sempre é amor de irmã, aquele que sinto pelo meu baby brother. Para sempre é a minha crença em dias melhores (chamam-se sábado e domingo.....). Para sempre é que comigo ou é tudo ou não é nada. Pessoas água com açúcar podem ajudar se temos azia, mas só mesmo aí. Porque as pessoas, para mim, querem-se com picante, pimenta na língua se tiver de ser, mas com fogo na pele, no coração.
Para sempre é a paixão pela vida, porque havendo outra a seguir ou não (está para breve, prometo que falarei desta coisa das muitas vidas noutro dia em breve....) é nesta vida que tudo tem de acontecer. O bom e o mau. O amor e o ódio. A sede, a fome e a saciação. O querer.....e o querer ainda mais. A certeza e a dúvida. A alegria e o choro. Para sempre é sentirmos que entregámos tudo nesta vida: sangue, suor, lágrimas, pele, saliva......que repetiríamos tudo de novo, sem mudar uma vírgula, porque não seríamos os mesmos de outra forma. Que poderíamos ser mais assim ou mais assado, porque para sempre é acreditarmos que podemos superar-nos. 
Para sempre é o sonho. Não é outro qualquer bolo, é mesmo o sonho. Aquele que nos acorda às 4h00 da manhã e nos mantém alertas a pensar o que raio quererá dizer. E aquele que temos de olhos abertos, que nos esboça um sorriso. Aquele que nos leva a enfrentar uma fila de não-sei-quantos-crentes-de-que-é-a-mim-que-vão-sair-os-162-milhões só para entregar a aposta. Só para que tudo melhore para sempre.
Para sempre é termos prazer no que fazemos, no que vivemos, mesmo que implique andarmos a 1000 à hora, a tentar manter os pratos em equilíbrio, como um malabarista. É isso que nos permitirá vivermos para sempre na memória futura de quem nos conhece e gosta. Porque para sempre é não nos resignarmos, é sabermos que estamos no limite das forças mas, mesmo assim, descobrimos mais aquele bocadinho de energia que era preciso.
Para sempre é esta minha imaginação, inquietação, desassossego. Se estiver muito quieta, ou já a fiz, ou estou para fazer, assim mesmo, tal e qual a miudagem!
Para sempre............é o que quisermos acreditar. Enquanto acreditarmos será para sempre. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Algumas coisas não se explicam

....sentem-se e pronto!
Podia ser só isto o post e já estava mais que bem. Mas eu sou cá uma inquieta, que só assim não chega.....

O que é essa coisa do amor para sempre? Sente-se? O Ed Sheeran diz que sim, que é possível amar-se alguém até aos 70 anos como se tivessem 23. Com tudo! Amar debaixo das estrelas, colocar a cabeça no peito e escutar o coração, apoiar o outro a andar porque as pernas já não vão para novas, ajudá-lo a lembrar-se porque a memória é só uma vaga ideia, amar o outro mesmo que já não consiga tocar guitarra da mesma forma porque as mãos o atraiçoam..... Pode ser o toque da mão, mas as pessoas apaixonam-se de formas estranhas........e por vezes até não se esgota tanto amor numa vida. Será que se sente, mesmo? Caramba, deve ser giro amar assim!

O que é isso do nunca? Expliquem-me que eu não entendo! Tenho muito poucas coisas a que digo, com segurança, que nunca. As restantes, posso até achar que não vão acontecer, mas não posso afirmar "nunca". É daquelas coisas que não se explicam.....sabem-se e ponto.

Como é que é possível que alguém que não nos conhece acerte mais sobre o que somos do que os que é suposto saberem tudo de nós? Sentimos que alguém "não nos é de agora", que está ali para nos revelar algo, para que aprendamos. E eu escuto com muita atenção, sobretudo se é para dizerem aquilo que esquecemos tanta vez: segue o teu instinto, ouve o teu coração. E se der medo, vai com medo mesmo! Não se explica, certo?

O que nos faz seguir um caminho e não outro? (e não falo da vozinha do GPS, mas daquela dentro da nossa cabeça.....). Inexplicável, pois claro. Com uma mãozinha do senhor lá de cima, certamente, que começa por um pequeno som e, não tarda, nos grita aos ouvidos. 

Porque é que é errado sonharmos? Sonhos não se explicam, pode tentar perceber-se o seu significado, mas sentimo-los e essa é uma verdade indiscutível. Ainda que nos chamem malucos (e que por vezes até sintamos que somos) mas se o estômago os sente e o cérebro os produz, algo deve estar certo.

Estar desesperadamente triste, por se ser injustiçado, por querer muito algo que não acontece. Sente-se na profundidade do coração, não adianta tentarem explicar-nos. Nem que saibamos que um dia vai tudo ficar bem (isso sente-se sim, eu pelo menos sinto!!), que não vale a pena estarmos assim, que o optimismo é o melhor caminho. Ainda assim, é algo que não se explica, sente-se. E ponto final!

Da vida e do mau tempo

Sempre que chove, Lisboa alaga-se, os acidentes disparam. Vendo bem, há toda uma analogia com a vida!
Sempre que começamos a sentir que está tudo a compor-se, que parece que o mau tempo passou finalmente, pumbas, desaba-nos o céu em cima, transborda-nos a alma e só vemos pessoal estampado à nossa volta.
Segunda feira foi mesmo um dia terrível, mais um, daqueles que riscaria bem do calendário. Dia das Aparições.....e das revelações, acrescento eu! Vi tantos acidentes, senti-me tão impotente para ajudar (fico sempre frustrada quando não posso fazer nada....nem rezar as lengalengas, perdoem ser directa, que nos ensinam na catequese porque os meus paizinhos tiveram a escola toda a esse nível mas, democraticamente acharam, e bem, que se eu quisesse, e só nessa situação, iria aprender. E cá estou eu, com uma fé do camandro mas sem saber o mambojambo que se ouve nas igrejas...). Mas falo muito com o senhor lá de cima (não, não é o vizinho dos sons do amor...) e ralho-lhe, pergunto, na lata, se ele não acha que já chega. De chuva. E de chatice. Na estrada. E na vida. 
Irra, que era uma pedra e tanto, aquela que atirei à cruz!!! Já Te pedi perdão, sei que aceitaste, agora dá para mandar vir o Sol entrar de novo e permanecer por uma temporada valente??? Assim estilo uns 40 aninhos??? Para compensar os 41 que já cá cantam, sempre a ver chover a potes??? 
Manda lá a chuva devagar, quando voltar a ser precisa, para o Mundo. Para mim, dias de sol e calor, pode ser? Aquela beijoca repenicada, querido Deus, desta que tanto te grita porque tanto te estima....



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Os sons do amor

O amor tem imensos sons. E ainda bem porque o que dá calor e justifica a vida deve ser mesmo barulhento. Discreta só a tristeza, o amor quer-se alegre e espalhafatoso!!
Ainda que esses sons sejam em plena madrugada, e no andar de cima, if you get my point....(as filhas foram passar a noite fora, hem?? Ou foram os pais??) 
O amor tem um som que nos encanta: o que escolhemos para "you've got a message", aquele que nos deixa tão felizes quando o ouvimos ou nos leva a confirmar 50 vezes se o telefone não está no silêncio, quando nem há sinal dele. 
Tem também som de uma enorme gargalhada porque o nosso mais-que-tudo tem o dom de nos fazer rir (sem isso, o amor não sobrevive. Rir em conjunto com quem amamos devia ser obrigatório, estilo uma prescrição médica ou ter um decreto-lei a regulamentá-lo....). Quase conseguir ouvir o som da tua gargalhada quando te mando uma mensagem que só tu vais entender. Que não diz nada, mas tudo. 
A nossa música, aquela que nos diz tanto, ou, simplesmente, ouvir uma em particular e pensar imediatamente em quem nos tem o coração preso ao seu.
Das estrelas cadentes a rasgar o céu, quando lhes peço um desejo. Ou aquele que o mar faz, quase parecendo dizer o meu nome, tal como o dizes. Da chuva a cair lá fora enquanto estamos, confortavelmente, braços nos braços, pernas com pernas.....e do resto nem um som vão ouvir da minha boca!!
O som que o teu nome faz na minha mente, no meu corpo, no meu coração.  
O do chorar baixinho ou desesperadamente a soluçar. Por estarmos muito felizes ou muito tristes com o amor. Por aquelas coisas que só nós sabemos que doem como nenhumas outras. 
O som do nada dizer. Das mãos dadas, dos olhos nos olhos. Ou das conversas intermináveis, de dia, de noite, de madrugada. Sussurradas. Entre-cortadas pelos sons que, por vezes, são os vizinhos a ouvir....