quinta-feira, 9 de abril de 2015

Assim tipo até ao fim do Mundo!

Era isso que me apetecia hoje ao atravessar a 2ª circular e ao ver o por do sol entre as nuvens carregadas: conduzir la mia machina até bem longe. Àquele mundo só meu e de mais ninguém. Onde não há chatices, nem arrelias, só coisas boas. Eu e eu. Entrada só com convite muito especial. 
Foi até um dia bastante bom, mas no final não estava numa de "CarlaDC" (depois da Chrono...). Antes virada para um por do sol espectacular, uma noite quente com um luar gigantesco, uma praia, muitas velas, pezinhos dentro de água a uns 28 graus, uma comidinha boa, bebidinha ainda melhor. E a playlist que me apetecesse. 
Nada mais....quer dizer....sim, hoje nada mais. Só eu. E eu.
Acho que já merecia. E estou tão sem paciência, tão cheiinha, que ficava lá o fim de semana todo. Começo a ficar farta até de barulho de fundo com gente lá dentro....preciso do som das ondas, do que os meus pés fazem ao pisar a areia seca e a molhada. E o da minha música. Daquela que povoa a minha mente, a minha alma, a minha vida. 
Não ver ou ouvir ninguém por 3 dias, com a minha paisagem preferida no Mundo. Naquele só meu. 
Acho que já vejo a estrada.....e tenho a chave da machina na mão e o depósito cheio.....





quarta-feira, 8 de abril de 2015

Das memórias

Não sou nada hipocondríaca. Mas há doenças que receio mais que (quase) qualquer coisa. Sobretudo daquela de que nem vou dizer o nome...porque não quero e não porque não me lembro!
Receio esquecer-me do que vivi. Do que sonhei e sonho. Das pessoas que amo. Dos locais por onde passei.
Gosto de me esquecer dos maus momentos ou de, pelo menos, já não me lembrar bem do que passei neles ou do que sofri. Mas somente porque a memória tende a lembrar o que é bom e só isso.
Mas gosto mesmo é de recordar. Reler mensagens ou textos antigos. Escritos há 1 semana ou há 1 ano. Ou há uma vida inteira. Rever fotografias antigas. E soltar gargalhadas por ver coisas que nem me lembrava mais que tinham acontecido.
Das memórias que me fazem sorrir. Ou mesmo chorar. Ou sentir borboletas na barriga. E um frio a percorrer-me as costas. Ou estrelinhas na ponta dos dedos. Das conversas que me deixaram (e ainda deixam quando as relembro....) noites inteiras acordada.
Não vou (outra vez...) falar de cheiros ou sabores ou qualquer outro sentido. Só de outras memórias. Dos tempos incríveis, intensos, inesquecíveis, irrepetíveis (e mais palavras começadas por in....). De quando a felicidade se fazia do simples facto da água do banho ficar amarelada depois de limparmos o tanto que corremos, brincámos, suámos, rimos. De ver 20 vezes o mesmo filme e, ainda assim, me surpreender com algumas cenas. 
Lembrar-me da minha filha em bébé. Ou de quando conta piadas e se ri ela mesma antes de chegar ao final. Ou da expressão dela quando lhe digo porque é que é mesmo uma miúda espectacular. 
Custa-me a ideia de um dia só me lembrar do que não interessa. Que o que foi importante não passar de um borrão. Mas como quem me conhece sabe que tenho uma memória prodigiosa, estou cá em crer que isso não vai acontecer! Do que é que eu estava mesmo a falar?? Ah, sim! 
Mais do que de memórias, só gosto mesmo de viver. E de sonhar. E de comer cerejas, ou morangos, ou castanhas assadas. E de............

sábado, 4 de abril de 2015

Guys and girls

What is the difference between guys and girls? We all know, right??
Este é daqueles devaneios que por aqui e por ali já fui deixando escapar, mas tudo junto, assim de forma a que me insultem ou digam "estás tão enganadinha, pá!", nunca o tinha feito!
Nascemos, certo?? As meninas levam com a roupinha côderosa, os meninos azul. Wrong! Eu nunca fui de cor de rosa, só mesmo o meu 1º fatinho....
Crescemos, sim?? E as meninas jogam com as outras meninas e portam-se bem.... Wrong again! Algumas, estilo eu, correm, caem, esfolam joelhos, jogam à bola, atiram o peão, sabem o que é um guelas, um abafador, uma leiteirinha.....
Chega aquela altura em que começamos uns e outros a olhar para o lado.... As miúdas, porque são mais despachadas, acham piada a este ou àquele. Aos bab boys, geralmente. Aos que tocam guitarra e arrebatam por serem originais no vestir ou no falar. Os rapazes ainda não estão bem nessa onda. Quando acordam para a vida, coitados, nem percebem o que lhes acontece. a não ser que sejam os tais bad boys.....
É muito difícil fazer uma mulher feliz. Já um homem, é mais simples. Não que os homens sejam simples, longe disso, mas satisfazem-se com menos do que as mulheres. (pronto irmãs, não é preciso dizerem "ó pá não é verdade! Eu com um simples roupeiro todo novo ou um simples jantar no melhor restaurante do mundo, fico satisfeita"....poooooiiiiiissss!!)
Os rapazes gostam de ver futebol sossegados, sem as miúdas a chatearem. "Pela trigésima vez, não te vou explicar o que é um fora de jogo....". Traz lá uma cerveja antes que comece.... E grunhem, gritam goloooooooooooooo, dizem palavrões, chamam de meretriz a mãe do senhor de preto (ou amarelo....). 
Os homens vêem-se ao espelho uma vez. Quando já estão vestidos e prontinhos a sair. As mulheres umas trezentas, sem contar com a meia hora em frente ao espelho para a maquilhagem. Ai, será que isto não me faz mais gorda? Ai melher, tenho mesmo de ir comprar uns trapinhos, não tenho naaaaaada para vestir!
Os homens gostam das suas mulheres como elas são. E mudam por elas. As mulheres gostam dos seus homens, mas tentam mudá-los. Erro maior nunca vi. E depois os tipos ficam tão giros que nós começamos a desconfiar até da própria sombra......... A menos que os gajos já sejam giros tal e qual como vieram ao mundo. E compete às mulheres gostarem deles assim. Ainda que seja só aos nossos olhos. Com um filtro do tamanho do Cristo-Rei, capaz de abraçar qualquer defeito que o gajo tenha e achar-lhe piada....
Os homens ficam felizes quando descobrem aquele ficheiro que tanto procuraram ou quando terminam um trabalho muito importante que tinham para fazer (nem que seja pendurar um quadro na parede!). Parecem um miúdo a quem deram um brinquedo novo. As mulheres dizem "pronto, passa ao próximo". Nem tiram prazer no que fizeram, caramba!! 
Aos homens basta conquistarmos-lhe o estômago....quer dizer, às mulheres que têm um Homem que cozinha bem também. Mas elas acham isso normal! Como, senhoras??? Normal?? Cambada de ingratas..... Quer dizer, eles também não agradecem o repasto....ou melhor, sim, mas de outra forma!!!
Que me leva à principal diferença entre Guys e girls (já cá faltava....vê lá se te vais atirar para fora de pé...): aquilo! Todos gostam (ou deviam...). Mas nem todos demonstram. Há uma piada sobre um homem estar triste e a sua mulher imaginar logo que anda ali moura na costa. Ah e tal, anda lá amor, vamos para a cama mais cedo. No dia seguinte, ela escreve no diário "ele estava tão triste, acho que tem uma amante. Pelo sim pelo não, só por um dia esqueci a dor de cabeça e tivémos uma noite de prazer. Vamos ver se eu não sou melhor que essa p......". Já ele escreve "O Benfica perdeu ontem. Mas ao menos dei uma que**, que a mulher estava para aí virada!". E é isto, basicamente. O homem está sempre pr'aí virado, a mulher precisa de um incentivo. E não chega a comidinha espectacular que ele preparou, ou a ida ao tal restaurante, ou irem dançar, ou flores, ou um vestido novo...ou isto tudo junto. É preciso estar in the mood (e quanto mais tempo passa, menos mood existe. É que isto é como ir ao ginásio, capisce??). Já ele, basta o toque da pele e...vamos a isso! E se não é assim, ela é cá uma maluca, certo?? Errado! É simplesmente uma mulher que gosta do homem que gosta dela e que gostam os dois de gostar um do outro. Assim mesmo, sem tirar nem pôr! Pode ser de ter caído tantas vezes, de ter esfolado os joelhos ou de bater com a cabeça em todo o lado (às vezes até mesmo de ter batido lá no fundo, quando se me desabou o chão debaixo dos pés....) mas é esta diferença que eu não compreendo.Porque se somos metades uns dos outros, não pode estar tão mal distribuído o querer.... 
(desculpem qualquer coisinha.....se nada disto for verdade, podem mandar recado!)





O que a pressão faz de nós....

Pressão. Stress. Não aguento mais, acho que vou rebentar. Bem-vindos à gaiola dos loucos. Isto mais parece um manicómio.
Isto é o que habitualmente dizemos. Mas dá sempre para mais um bocadinho.... 
Não me queixo habitualmente, porque detesto monotonia. A única coisa monótona de que gosto é de dia de praia, com um livro. E até aí nos pressionam: porque a maré sobe, deixa de haver espaço e começa o chega pr'aqui das toalhas.... Só que há dias e dias. Uns que não estamos nem aí e outros que parece que nos espetaram farpas. Que a ingratidão nos magoa mesmo. Que nos apetece é agarrar na toalha e ir dar uns mergulhos. E mandar uns e outros irem apanhar....umas ondas!
Porque nunca se sabe para onde estão virados: num dia fazes não sei quê e devias ter feito não sei que mais, no outro fazes como te disseram e afinal era de outra forma. É caso para dizer: faz como quiseres, vai estar sempre mal... 
Da pressão nasce o diamante. Estou quase a fazer um colar inteirinho... Sorte é, lá pelo meio, te lembrares o quanto gostas de como vives, do que fazes, o que és. E que tudo na vida é passageiro (só o motorista é que não...). Tudo tudo não. Consigo imaginar coisas que são verdadeiros diamantes, perfeitas pérolas. E que até faria algumas pessoas comerem ostras...com a casca e tudo. Para perceberem que há coisas difíceis de engolir....até para quem tem um estômago do caraças.
Melhores dias virão: porque uns são da caça e outros do caçador. Da pesca ou do pescador, neste caso...

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A alma carregadinha

Trago sempre a alma carregadinha. Uns dias de coisas boas e outras nem por isso. Branca de pureza ou vermelha de raiva. Com maior ou menor vontade de virar a mesa.
Dias que começam logo mal (estas IC19 e 2ª Circular já mereciam um prémio das estradas mais azaradas e com condutores mais azelhas que existem. Dois dias seguidos com acidentes despropositados....com domingueiros, só pode!) e que não parecem vir a tornar-se melhores. Mas que custam menos a passar se, lá pelo meio, algo lhes mostrar um sorriso. Um nascer ou pôr do Sol em pleno dia. 
Aquelas pequenas coisas que nos deixam a alma lavada, em paz, intranstornável....ainda que o raio das pessoas tentem. Uma espécie de chocolate recheado de caramelo, que engorda o nosso bem-estar com a vida. Que dá mais 2 ou 3 kgs à alma.
Claro que há lá umas nuvens a ensombrar o dia, mas a noite cai e até a temperatura colabora e, de repente, é Verão lá fora e cá dentro do peito. A alma ganha uma corzinha, uns tons de vermelho que se vão tornar num lindo dourado não tarda. E paramos para pensar no resto. No que não interessa nada e no que significa o mundo para nós. Recarregamos a alma, como se de um pré-pago se tratasse e fosse Santo Dia de Receber.
Quanto tempo dura? Depende das chamadas que temos de fazer ou as que fazem a cobrar.... A minha alma está mais ou menos carregada. Em estilo de Páscoa: sente-se ressuscitar. Porque chega de vinagre nas feridas, de chagas pelo corpo, de espinhos e lanças que nos espetam. É tempo de mostrar aos crentes e aos desconfiados que chega o dia em que a luta chega ao fim não porque desistimos mas porque algo superior nos impele a renascermos. Não das cinzas, como a Fénix (de que tanto gosto e em que me reconheço dezenas de vezes), mas da poeira que existe no Mundo. Aquela levantada pelos mesquinhos, incansáveis demolidores de almas.
Ainda tenho de sair da cruz, mas já vi dias piores. A paixão não me falta, vamos lá ao que interessa. Cair, levantar, recomeçar tudo se for preciso. Ressuscitar o que tiver de ser. Para a alma se tornar cada dia mais carregada somente do que interessa. Com acidentes e nuvens lá pelo meio, mas com um Sol fantástico sempre. Aquele que nos deixa enebriados de calor, beleza, paixão mesmo. Que eu gostaria de capturar no fundo dos meus olhos (tê-lo só para mim, que eu sou muito ciumenta...). Onde guardo demónios mas especialmente boas sensações.
Venha Domingo, o dia do Sol e o que calhou para eu nascer naquela semana há uns aninhos atrás.... O da minha alma, que gostava pudesse encher-se só de vermelho paixão e branco esperança. De que isto vai dar a volta e ficar tudo bem. Ou não fosse a minha uma alma que não se entrega....

domingo, 22 de março de 2015

A teoria de tudo...ou porque não devem haver limites para o que queremos conquistar

Escrevo muitas vezes sobre a mesma coisa: a vida. E ando sempre a falar do que aprendi nesta. Que somos fortes quando não temos mais nenhuma opção. Que erramos muito mas que é assim que melhoramos.
Acredito que isto por aqui anda tudo ligado. Não é bem uma fórmula que justifica tudo o que existe no mundo, mas uma crença ou certeza. Acasos não são reais. São provocados por uma qualquer energia, ou outro nome que lhe queiram chamar. 
Ser feliz não é uma consequência dos nossos actos. É uma decisão que tomamos e que agimos para alcançar. A teoria de fazer e ser tudo o que está ao nosso alcance para nos superarmos no que queremos conquistar para nós próprios ou para aqueles de quem gostamos. Não há, nem podem haver, limites para aquilo que acreditamos, para o que queremos mesmo, com todas as forças. 
Por maiores que sejam os obstáculos, não temos alternativa senão continuarmos em frente, nada mais podemos fazer que ser persistentes.
É emocionante ver a prestação do Eddie Redmayne como Stephen Hawking. Não me lembro recentemente de um Óscar tão bem atribuído. Arrepia do princípio ao fim, deixa-nos de nó na garganta, de lágrima pronta a rolar pela cara abaixo. E leva-nos a pensar de que raio nos queixamos nós, que porcaria andamos a fazer da vida, porque razão abdicamos daquilo em que mais acreditamos, qual o motivo pelo qual não somos felizes apenas pelo facto de sermos e fazermos o que gostamos. Se há uma certeza que podemos ter é que um dia isto acaba-se. A estrela que fomos transforma-se num buraco negro e deixa de existir. 
Como as melhores estrelas, devemos brilhar e não apenas andar encostados a outros astros (mas isso posso ser eu que tenho este feitio de não me conseguir conter e de me destacar sempre. Não consigo evitar.... O que me vale é que sou obcecada com cumprimentos de horários ou claramente seria a que chega atrasada aos eventos apenas para ser notada...). Estou certa de que existem aqueles que não têm brilho e que, por isso, tentam apagar o nosso, que insistem em nos ofuscar. 
Só depende de nós não o permitirmos. De continuar a acreditar no que somos. No que queremos conquistar. De, se necessário for, subir as escadas de rastos, agarrados à vida.
Raio do filme e do homem que me deixaram ainda mais lamechas do que sou. Tão depressa não me esqueço. De uma mente brilhante presa a um corpo que não faz nada sozinho. E de que há uma só coisa que move os homens, por muito inertes que estejam :) Não que fosse uma surpresa, mas foi muito giro constatar..... 
E que há sempre uma razão para manter o sorriso, por mais difíceis que as situações se revelem. Aquele que desarma tudo e todos. Que nos torna nós. Há mesmo algo único em não desistirmos. Tudo fica ao nosso alcance. Essa é mais que uma teoria: é o que a vida nos ensina....

sexta-feira, 20 de março de 2015

Dia da felicidade

Junta-se num só dia uma quantidade de eventos e está criada a data "inesquecível"! Equinócio de Primavera, Eclipse e Super-lua. Só conjunções fantásticas. O Mundo a dizer alguma coisa.....e logo numa sexta-feira....
Dia de Convenção anual. De ver se chegaram os autocarros, se o som, a imagem, os coffee-breaks, almoço, etc e tal estão bem. De ouvir e contar novidades. De regressar a um local tão pertinho das raízes, da infância. E os mergulhos na Foz do Arelho aqui mesmo ao lado.
Coisas que nos fazem felizes. Conjugadas num só dia. 
O céu de manhã bem cedo prometia algo especial. Um ciclo que se inicia. Muitas certezas, algumas agitações, mas a crença sempre lá. De que o que é para ser, o será, mais ou menos a inevitabilidade das coisas. 
Deve ser da super-lua. Ou do equinócio. Talvez mesmo do eclipse, mas estou segura de que a felicidade tem um nome. O meu. Hoje e todos os outros dias, assim eu não me esqueça. Porque tudo é passageiro (menos o motorista....) a não ser aquilo que sabemos que somos e queremos. Porque isso fica-nos para sempre. Não nos bastamos para sermos felizes mas somos a peça que tudo começa e termina. O equinócio. O primeiro dia de Primavera. Se bem que eu sou mais solstício de Verão.....
O que me faz feliz? Saber que, apesar dos obstáculos, não deixo de ser eu, de acreditar em mim. Não consigo (nem quero) ser de outra forma. Já nem digo "ah se eu pudesse, mudava isto ou aquilo em mim". Não porque ache que já sou a melhor do mundo, mas porque eu sei o que seria se mudasse: Eu! Mais ninguém. É isso que é ser feliz! Ou não?
Agora que juntava mais umas coisinhas, ai isso juntava!! Vou ali falar com a super-lua e contar-lhe um segredo...
Sejam felizes! Não somente hoje, mas todos os dias. Porque a felicidade não pode ser só celebrada numa data. Há 364 outros motivos para o fazermos!