quinta-feira, 16 de abril de 2015

Londres...e eu já não vou para nova!

Uma pessoa passa a noite à procura do raio do adaptador para o carregador para pôr na mala, porque os ingleses têm sempre tudo ao contrário do resto do Mundo....as tomadas elétricas e a condução. Depois chega ao hotel e há tomadas USB no quarto por todo o lado. Irra, devo estar a ficar velha para isto!! Já nem a tecnologia consigo acompanhar....
E trocar euros por libras é quase desnecessário....cartões para pagamento no táxi mesmo ao nosso lado, sem ter de aborrecer o condutor. E dá para escolher a gorja e tudo! Dos 0 aos 20%. 
O pior é chegar às 10 da noite e estar a cair de sono. Sim, ter uma criancinha à minha frente no avião a empurrar a cadeira o tempo todo, outra ao lado a desenhar quase em cima da minha mesa e eu não ter conseguido as 2 habituais horas de sono, não ajudou. Isso é mesmo sinal de que já estou a ficar....entradota!
Esta cidade é bem fixe. As pessoas, ao contrário do que dizem e se possa pensar, são bastante simpáticas. Quer dizer, se calhar amanhã, como qualquer outra velhota da minha idade, já estou a dizer "cambada de maldispostos e irascíveis estes ingleses!"....basta fazerem alguma e o dia de hoje na realidade é quase um borrão. 
Chego a Lisboa e a tecnologia falha uma vez mais: cartão do cidadão não passa e fica uma fila atrás de mim. Tenho de ir ao pessoal nos guichets e ainda nos rimos: se calhar a senhora está proibida de entrar e não sabe!! Não, porque se fosse assim isto apitava, digo eu. Foi o chip que fez kaput, segundo me explicaram. Isto só a mim....
Pode ser de estar a ficar menos jovenzita, mas penso muito no que deixo como memória. Tenho pena de não poder deixar as que guardo no neurónio que me resta. Estilo como se faz com as fotografias, livros ou discos. Pelo menos fica o registo das muitas parvoíces que me acontecem....  

P.S: multiplicidade de raças e credos em Londres. A prova: alinhados 3 aviões e nenhum lá da terra. Atrás de nós descolavam as linhas aéreas egípcias. Só boas razões para visitar a cidade....




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mesmo, mesmo difícil

Não é difícil eu gostar de uma pessoa. Sendo do melhor signo do zodíaco (leão, pois claro!), geralmente gosto com tudo. Na primeira impressão. Ou com nada.
Difícil é voltar a gostar. Impossível mesmo....
Já para eu ficar vidrada em alguém é necessário imenso. E para deixar de o estar ainda mais. Porque parece que a pessoa se me fica. Coladinha à alma. Não viro facilmente a página mas quando o faço é uma espécie de lema contrário ao dos Socorros a Náufragos: só há ir, não há voltar.
Gosto que me arrebatam o coração e tantos, por isto ou aquilo, o fazem. E que lá permaneçam inteirinhos, sem razão aparente que não a porque-sim. Porque são parecidos comigo ou simplesmente diferentes e me deixam positivamente surpreendida. Quem me conhece sabe que é difícil zangar-me, mas se o faço, caramba, é como quando amo: vou com tudo! Não me arrependo jamais do que fiz ou disse nesses momentos, mas se tiver de me desculpar, sou a primeira a fazê-lo. A menos que não goste. Aí nem me zango. Do lado de lá perceberam que não fiquei satisfeita mas não percebem bem o que vai acontecer. Um temporal contido por uns sacos de areia. À primeira subida da maré, lá vai tudo a reboque, é que nem fica nada para contar história. 
Se gosto mesmo, quando o outro está feliz parece que é comigo: erradio felicidade. Não vale é a pena pisarem-me os calos. Porque não os tenho e porque vai correr mal. Os leões são os reis da diplomacia (achavam que era da selva, hem??). Mas também os do rugido feroz, da juba portentosa que revela a sua força, das garras de fora quando é preciso mostrar afinal quem é que manda aqui.
Gosto de gostar. E também da luta que esse gostar traz. De tranquilo só o mar. E o bom tempo, vá. O resto das coisas geralmente trazem o rótulo de "agitar antes de usar". Tem piada assim, mas cansa. Especialmente numa segunda feira após fim de semana prolongado. Só quando a boa notícia vem é que nos apercebemos da luta. De que para uns é tão fácil (ou parece...) e para outros é sempre tempo de carregar armas. E de ter pontaria afinada. Ou de ter as luvas de boxe sempre calçadas. Nem que seja para defender quem se gosta. Ah e eu gosto tanto de gostar, não sei se já o disse.... É tão difícil a entrega. Mas o render-me é ainda mais complicado. 
Gostar muito ou gostar muito. Não há mais nada. Pessoa difícil, não???

Dia do beijo!

Hoje é dia do beijo, dizem.... Para mim é todos os dias!

Beijo é a forma como expressamos o nosso amor por alguém. A melhor forma de passar de um lado para o outro germes que nos fazem bem. Quando somos bebés, o beijo da nossa mãe ajuda a criar anti-corpos. Quando crescemos, o beijo de quem gostamos ajuda a não respondermos pelos nossos corpos......

Tantas são as formas de um beijo. Com respeito, a correr, de bons dias ou boas noites, dos que nos tira o fôlego e os pés do chão, dos que arrepiam, os que nos deixam nem aí. O melhor beijo é o roubado. Aquele que não esperamos que vá acontecer, mas que ansiamos que aconteça há dias, semanas, meses. O que nem nos nossos sonhos é parecido. Arrebatador. Que nos coloca a cabeça nas nuvens. O dia fica melhor, então se for uma segunda-feira.....

O que os franceses inventaram é excelente! Alguma coisa esta rapaziada havia de ter dado ao mundo, além dos croissants e das baguetes.... Mas o beijo à portuguesa é o melhor (não, não é com alho e ovo a cavalo. Isso é o bife!). É aquele que pára o trânsito, faz o planeta parar de rodar sobre si próprio e até à volta do Sol, porque o que brilha é o sentimento, o que rodopia somos nós.

E ainda por cima faz bem beijar e ser beijado! Liberta endorfinas, o que cria uma sensação de bem-estar, ajuda a diminuir dores de cabeça e stress. Porque aumenta os batimentos cardíaco, ajuda à oxigenar o sangue e diminui o risco de ataques cardíacos. Queima calorias e funciona como um tónico para os músculos da face. 

Nem sei do que estão à espera para celebrar este dia em grande......  

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Assim tipo até ao fim do Mundo!

Era isso que me apetecia hoje ao atravessar a 2ª circular e ao ver o por do sol entre as nuvens carregadas: conduzir la mia machina até bem longe. Àquele mundo só meu e de mais ninguém. Onde não há chatices, nem arrelias, só coisas boas. Eu e eu. Entrada só com convite muito especial. 
Foi até um dia bastante bom, mas no final não estava numa de "CarlaDC" (depois da Chrono...). Antes virada para um por do sol espectacular, uma noite quente com um luar gigantesco, uma praia, muitas velas, pezinhos dentro de água a uns 28 graus, uma comidinha boa, bebidinha ainda melhor. E a playlist que me apetecesse. 
Nada mais....quer dizer....sim, hoje nada mais. Só eu. E eu.
Acho que já merecia. E estou tão sem paciência, tão cheiinha, que ficava lá o fim de semana todo. Começo a ficar farta até de barulho de fundo com gente lá dentro....preciso do som das ondas, do que os meus pés fazem ao pisar a areia seca e a molhada. E o da minha música. Daquela que povoa a minha mente, a minha alma, a minha vida. 
Não ver ou ouvir ninguém por 3 dias, com a minha paisagem preferida no Mundo. Naquele só meu. 
Acho que já vejo a estrada.....e tenho a chave da machina na mão e o depósito cheio.....





quarta-feira, 8 de abril de 2015

Das memórias

Não sou nada hipocondríaca. Mas há doenças que receio mais que (quase) qualquer coisa. Sobretudo daquela de que nem vou dizer o nome...porque não quero e não porque não me lembro!
Receio esquecer-me do que vivi. Do que sonhei e sonho. Das pessoas que amo. Dos locais por onde passei.
Gosto de me esquecer dos maus momentos ou de, pelo menos, já não me lembrar bem do que passei neles ou do que sofri. Mas somente porque a memória tende a lembrar o que é bom e só isso.
Mas gosto mesmo é de recordar. Reler mensagens ou textos antigos. Escritos há 1 semana ou há 1 ano. Ou há uma vida inteira. Rever fotografias antigas. E soltar gargalhadas por ver coisas que nem me lembrava mais que tinham acontecido.
Das memórias que me fazem sorrir. Ou mesmo chorar. Ou sentir borboletas na barriga. E um frio a percorrer-me as costas. Ou estrelinhas na ponta dos dedos. Das conversas que me deixaram (e ainda deixam quando as relembro....) noites inteiras acordada.
Não vou (outra vez...) falar de cheiros ou sabores ou qualquer outro sentido. Só de outras memórias. Dos tempos incríveis, intensos, inesquecíveis, irrepetíveis (e mais palavras começadas por in....). De quando a felicidade se fazia do simples facto da água do banho ficar amarelada depois de limparmos o tanto que corremos, brincámos, suámos, rimos. De ver 20 vezes o mesmo filme e, ainda assim, me surpreender com algumas cenas. 
Lembrar-me da minha filha em bébé. Ou de quando conta piadas e se ri ela mesma antes de chegar ao final. Ou da expressão dela quando lhe digo porque é que é mesmo uma miúda espectacular. 
Custa-me a ideia de um dia só me lembrar do que não interessa. Que o que foi importante não passar de um borrão. Mas como quem me conhece sabe que tenho uma memória prodigiosa, estou cá em crer que isso não vai acontecer! Do que é que eu estava mesmo a falar?? Ah, sim! 
Mais do que de memórias, só gosto mesmo de viver. E de sonhar. E de comer cerejas, ou morangos, ou castanhas assadas. E de............

sábado, 4 de abril de 2015

Guys and girls

What is the difference between guys and girls? We all know, right??
Este é daqueles devaneios que por aqui e por ali já fui deixando escapar, mas tudo junto, assim de forma a que me insultem ou digam "estás tão enganadinha, pá!", nunca o tinha feito!
Nascemos, certo?? As meninas levam com a roupinha côderosa, os meninos azul. Wrong! Eu nunca fui de cor de rosa, só mesmo o meu 1º fatinho....
Crescemos, sim?? E as meninas jogam com as outras meninas e portam-se bem.... Wrong again! Algumas, estilo eu, correm, caem, esfolam joelhos, jogam à bola, atiram o peão, sabem o que é um guelas, um abafador, uma leiteirinha.....
Chega aquela altura em que começamos uns e outros a olhar para o lado.... As miúdas, porque são mais despachadas, acham piada a este ou àquele. Aos bab boys, geralmente. Aos que tocam guitarra e arrebatam por serem originais no vestir ou no falar. Os rapazes ainda não estão bem nessa onda. Quando acordam para a vida, coitados, nem percebem o que lhes acontece. a não ser que sejam os tais bad boys.....
É muito difícil fazer uma mulher feliz. Já um homem, é mais simples. Não que os homens sejam simples, longe disso, mas satisfazem-se com menos do que as mulheres. (pronto irmãs, não é preciso dizerem "ó pá não é verdade! Eu com um simples roupeiro todo novo ou um simples jantar no melhor restaurante do mundo, fico satisfeita"....poooooiiiiiissss!!)
Os rapazes gostam de ver futebol sossegados, sem as miúdas a chatearem. "Pela trigésima vez, não te vou explicar o que é um fora de jogo....". Traz lá uma cerveja antes que comece.... E grunhem, gritam goloooooooooooooo, dizem palavrões, chamam de meretriz a mãe do senhor de preto (ou amarelo....). 
Os homens vêem-se ao espelho uma vez. Quando já estão vestidos e prontinhos a sair. As mulheres umas trezentas, sem contar com a meia hora em frente ao espelho para a maquilhagem. Ai, será que isto não me faz mais gorda? Ai melher, tenho mesmo de ir comprar uns trapinhos, não tenho naaaaaada para vestir!
Os homens gostam das suas mulheres como elas são. E mudam por elas. As mulheres gostam dos seus homens, mas tentam mudá-los. Erro maior nunca vi. E depois os tipos ficam tão giros que nós começamos a desconfiar até da própria sombra......... A menos que os gajos já sejam giros tal e qual como vieram ao mundo. E compete às mulheres gostarem deles assim. Ainda que seja só aos nossos olhos. Com um filtro do tamanho do Cristo-Rei, capaz de abraçar qualquer defeito que o gajo tenha e achar-lhe piada....
Os homens ficam felizes quando descobrem aquele ficheiro que tanto procuraram ou quando terminam um trabalho muito importante que tinham para fazer (nem que seja pendurar um quadro na parede!). Parecem um miúdo a quem deram um brinquedo novo. As mulheres dizem "pronto, passa ao próximo". Nem tiram prazer no que fizeram, caramba!! 
Aos homens basta conquistarmos-lhe o estômago....quer dizer, às mulheres que têm um Homem que cozinha bem também. Mas elas acham isso normal! Como, senhoras??? Normal?? Cambada de ingratas..... Quer dizer, eles também não agradecem o repasto....ou melhor, sim, mas de outra forma!!!
Que me leva à principal diferença entre Guys e girls (já cá faltava....vê lá se te vais atirar para fora de pé...): aquilo! Todos gostam (ou deviam...). Mas nem todos demonstram. Há uma piada sobre um homem estar triste e a sua mulher imaginar logo que anda ali moura na costa. Ah e tal, anda lá amor, vamos para a cama mais cedo. No dia seguinte, ela escreve no diário "ele estava tão triste, acho que tem uma amante. Pelo sim pelo não, só por um dia esqueci a dor de cabeça e tivémos uma noite de prazer. Vamos ver se eu não sou melhor que essa p......". Já ele escreve "O Benfica perdeu ontem. Mas ao menos dei uma que**, que a mulher estava para aí virada!". E é isto, basicamente. O homem está sempre pr'aí virado, a mulher precisa de um incentivo. E não chega a comidinha espectacular que ele preparou, ou a ida ao tal restaurante, ou irem dançar, ou flores, ou um vestido novo...ou isto tudo junto. É preciso estar in the mood (e quanto mais tempo passa, menos mood existe. É que isto é como ir ao ginásio, capisce??). Já ele, basta o toque da pele e...vamos a isso! E se não é assim, ela é cá uma maluca, certo?? Errado! É simplesmente uma mulher que gosta do homem que gosta dela e que gostam os dois de gostar um do outro. Assim mesmo, sem tirar nem pôr! Pode ser de ter caído tantas vezes, de ter esfolado os joelhos ou de bater com a cabeça em todo o lado (às vezes até mesmo de ter batido lá no fundo, quando se me desabou o chão debaixo dos pés....) mas é esta diferença que eu não compreendo.Porque se somos metades uns dos outros, não pode estar tão mal distribuído o querer.... 
(desculpem qualquer coisinha.....se nada disto for verdade, podem mandar recado!)





O que a pressão faz de nós....

Pressão. Stress. Não aguento mais, acho que vou rebentar. Bem-vindos à gaiola dos loucos. Isto mais parece um manicómio.
Isto é o que habitualmente dizemos. Mas dá sempre para mais um bocadinho.... 
Não me queixo habitualmente, porque detesto monotonia. A única coisa monótona de que gosto é de dia de praia, com um livro. E até aí nos pressionam: porque a maré sobe, deixa de haver espaço e começa o chega pr'aqui das toalhas.... Só que há dias e dias. Uns que não estamos nem aí e outros que parece que nos espetaram farpas. Que a ingratidão nos magoa mesmo. Que nos apetece é agarrar na toalha e ir dar uns mergulhos. E mandar uns e outros irem apanhar....umas ondas!
Porque nunca se sabe para onde estão virados: num dia fazes não sei quê e devias ter feito não sei que mais, no outro fazes como te disseram e afinal era de outra forma. É caso para dizer: faz como quiseres, vai estar sempre mal... 
Da pressão nasce o diamante. Estou quase a fazer um colar inteirinho... Sorte é, lá pelo meio, te lembrares o quanto gostas de como vives, do que fazes, o que és. E que tudo na vida é passageiro (só o motorista é que não...). Tudo tudo não. Consigo imaginar coisas que são verdadeiros diamantes, perfeitas pérolas. E que até faria algumas pessoas comerem ostras...com a casca e tudo. Para perceberem que há coisas difíceis de engolir....até para quem tem um estômago do caraças.
Melhores dias virão: porque uns são da caça e outros do caçador. Da pesca ou do pescador, neste caso...