sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pessoas que dizem "vai-se andando".....

Este post é patrocinado pelo João B. Quer dizer, não é bem patrocinado que ele não pagou nada, mas deu a ideia numa conversa que tivemos hoje pelo telefone! (começo a ver aqui um padrão...as minhas ideias já são férteis e os meus amigos ainda juntam uma espécie de "peça que toca": olha podias escrever sobre isto no teu blog....)

Os portugueses até que são efusivos. Menos quando se lhes pergunta "então, 'tá tudo?".... Lá vem o "mais ou menos, vai-se andando....". Não sei bem se querem que a malta lhes pergunte o que é que se passa ou se é somente para que ninguém lhes peça dinheiro "então se estás assim tão bem, dispensa aí 500 paus....".
E, na realidade, vamos perguntar porque somos genuinamente amigos e aí damos o pouco tempo que nos sobra para ajudar, se for preciso, ou é só porque somos uns grandes cuscos? Eu como já não tenho minutos nem para me coçar (na realidade, não era bem para me coçar que eu precisava do tempo.....mas para fazer coisas que tenho andado a adiar porque me sobra dia no final das horas regulamentares entre as 00h00 e as 23:59.....), não consigo (nem quero) saber da vida dos outros. Lá está, a não ser que goste mesmo deles....e eles de mim, vá! Porque as 2 coisas estão ligadas: para quê despender o meu tempo tão precioso com quem só está ali para despejar o saco e não para, nem que seja por reciprocidade, se preocupar comigo de volta?? Olha que Deus castiga quem não faz o bem sem olhar a quem.....  Sim, pois, já dei para esse peditório. 
E depois, pensando bem, se vão andando, como é que as vejo atrás de um volante a engrossar as filas de trânsito intermináveis ao final do dia ou no início de cada manhã, precisamente quando se propicia a tal conversa do "então, tudo bem?"? Pode ser o caso de, quando saíram de casa (ou do emprego....) até estava tudo maijoumenos mas depois das meias horas, 45 minutos para fazer 15 quilómetros podem ter ficado "assim-assim"...de aborrecidos, de irritados porque na rádio só passam anúncios (Credo, eu não escrevi isto!!! Espero que os meus queridos amigos dos media não estejam a ler isto... Também, a não ser a Helena que até é de um jornal/TV e não tem uma rádio, não me parece que haja risco....). Sim, mas dizia eu, a música pode ser um bálsamo para passar de "vai-se andando" para "está-se bem, até parece 6.ª feira!". Eu é que não tenho paciência para a que me vão dando..... Só para a que eu quero ouvir e talvez por isso quase sempre esteja ligada numa outra frequência....viva o bluetooth, a propósito! 

Como a prosa já vai longa, aqui me despeço, com amizade (Sousa Veloso, saudoso, espero que esteja bem, lá onde se encontra neste momento....) e com a sincera esperança que possam começar a responder "''tá tudo!" quando perguntados "Então, tá tudo?"..... 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dia do Jorge...não é só do Santo, é do meu irmão mesmo!

A pessoa mais parecida no Mundo comigo. Fisicamente, pois claro, mas também na forma de pensar. Almas gémeas, há quem diga. Eu chamo-lhe Irmão. O meu. O maior e melhor de todos. 
A minha primeira memória, ainda nem quatro anos tinha. A pessoa que me faz rir e chorar mais facilmente. Aquele a quem gosto de chamar parvo, mas que não tem mesmo nada disso.
Hoje é o dia dele. E não tenho melhor forma de lhe dizer o quanto gosto dele, o que representa para mim, que não deixando aqui no pasquim uma anotação. De que te amo, tótó! Que espero que o Sol brilhe todos os dias para ti, sem receio de ficar ofuscado pelo que tu és. Que eu possa assistir a todos os teus sucessos, de camarote, e dizer-te o orgulho que sinto em ti. Talvez porque me lembres de mim própria (tinha que ser......mania de querer aparecer, raça da miúda!!), mas de cabelo curto e com umas tatuagens mesmo fixes :)

Tem um dia parecido contigo: fantástico, incrível, inesquecível.
Gosto de ti daqui até à Lua e volta....três vezes!

P.S: e sim, és quase melhor que a Siri.....sabes tudo, que irritante!!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Londres...e eu já não vou para nova!

Uma pessoa passa a noite à procura do raio do adaptador para o carregador para pôr na mala, porque os ingleses têm sempre tudo ao contrário do resto do Mundo....as tomadas elétricas e a condução. Depois chega ao hotel e há tomadas USB no quarto por todo o lado. Irra, devo estar a ficar velha para isto!! Já nem a tecnologia consigo acompanhar....
E trocar euros por libras é quase desnecessário....cartões para pagamento no táxi mesmo ao nosso lado, sem ter de aborrecer o condutor. E dá para escolher a gorja e tudo! Dos 0 aos 20%. 
O pior é chegar às 10 da noite e estar a cair de sono. Sim, ter uma criancinha à minha frente no avião a empurrar a cadeira o tempo todo, outra ao lado a desenhar quase em cima da minha mesa e eu não ter conseguido as 2 habituais horas de sono, não ajudou. Isso é mesmo sinal de que já estou a ficar....entradota!
Esta cidade é bem fixe. As pessoas, ao contrário do que dizem e se possa pensar, são bastante simpáticas. Quer dizer, se calhar amanhã, como qualquer outra velhota da minha idade, já estou a dizer "cambada de maldispostos e irascíveis estes ingleses!"....basta fazerem alguma e o dia de hoje na realidade é quase um borrão. 
Chego a Lisboa e a tecnologia falha uma vez mais: cartão do cidadão não passa e fica uma fila atrás de mim. Tenho de ir ao pessoal nos guichets e ainda nos rimos: se calhar a senhora está proibida de entrar e não sabe!! Não, porque se fosse assim isto apitava, digo eu. Foi o chip que fez kaput, segundo me explicaram. Isto só a mim....
Pode ser de estar a ficar menos jovenzita, mas penso muito no que deixo como memória. Tenho pena de não poder deixar as que guardo no neurónio que me resta. Estilo como se faz com as fotografias, livros ou discos. Pelo menos fica o registo das muitas parvoíces que me acontecem....  

P.S: multiplicidade de raças e credos em Londres. A prova: alinhados 3 aviões e nenhum lá da terra. Atrás de nós descolavam as linhas aéreas egípcias. Só boas razões para visitar a cidade....




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mesmo, mesmo difícil

Não é difícil eu gostar de uma pessoa. Sendo do melhor signo do zodíaco (leão, pois claro!), geralmente gosto com tudo. Na primeira impressão. Ou com nada.
Difícil é voltar a gostar. Impossível mesmo....
Já para eu ficar vidrada em alguém é necessário imenso. E para deixar de o estar ainda mais. Porque parece que a pessoa se me fica. Coladinha à alma. Não viro facilmente a página mas quando o faço é uma espécie de lema contrário ao dos Socorros a Náufragos: só há ir, não há voltar.
Gosto que me arrebatam o coração e tantos, por isto ou aquilo, o fazem. E que lá permaneçam inteirinhos, sem razão aparente que não a porque-sim. Porque são parecidos comigo ou simplesmente diferentes e me deixam positivamente surpreendida. Quem me conhece sabe que é difícil zangar-me, mas se o faço, caramba, é como quando amo: vou com tudo! Não me arrependo jamais do que fiz ou disse nesses momentos, mas se tiver de me desculpar, sou a primeira a fazê-lo. A menos que não goste. Aí nem me zango. Do lado de lá perceberam que não fiquei satisfeita mas não percebem bem o que vai acontecer. Um temporal contido por uns sacos de areia. À primeira subida da maré, lá vai tudo a reboque, é que nem fica nada para contar história. 
Se gosto mesmo, quando o outro está feliz parece que é comigo: erradio felicidade. Não vale é a pena pisarem-me os calos. Porque não os tenho e porque vai correr mal. Os leões são os reis da diplomacia (achavam que era da selva, hem??). Mas também os do rugido feroz, da juba portentosa que revela a sua força, das garras de fora quando é preciso mostrar afinal quem é que manda aqui.
Gosto de gostar. E também da luta que esse gostar traz. De tranquilo só o mar. E o bom tempo, vá. O resto das coisas geralmente trazem o rótulo de "agitar antes de usar". Tem piada assim, mas cansa. Especialmente numa segunda feira após fim de semana prolongado. Só quando a boa notícia vem é que nos apercebemos da luta. De que para uns é tão fácil (ou parece...) e para outros é sempre tempo de carregar armas. E de ter pontaria afinada. Ou de ter as luvas de boxe sempre calçadas. Nem que seja para defender quem se gosta. Ah e eu gosto tanto de gostar, não sei se já o disse.... É tão difícil a entrega. Mas o render-me é ainda mais complicado. 
Gostar muito ou gostar muito. Não há mais nada. Pessoa difícil, não???

Dia do beijo!

Hoje é dia do beijo, dizem.... Para mim é todos os dias!

Beijo é a forma como expressamos o nosso amor por alguém. A melhor forma de passar de um lado para o outro germes que nos fazem bem. Quando somos bebés, o beijo da nossa mãe ajuda a criar anti-corpos. Quando crescemos, o beijo de quem gostamos ajuda a não respondermos pelos nossos corpos......

Tantas são as formas de um beijo. Com respeito, a correr, de bons dias ou boas noites, dos que nos tira o fôlego e os pés do chão, dos que arrepiam, os que nos deixam nem aí. O melhor beijo é o roubado. Aquele que não esperamos que vá acontecer, mas que ansiamos que aconteça há dias, semanas, meses. O que nem nos nossos sonhos é parecido. Arrebatador. Que nos coloca a cabeça nas nuvens. O dia fica melhor, então se for uma segunda-feira.....

O que os franceses inventaram é excelente! Alguma coisa esta rapaziada havia de ter dado ao mundo, além dos croissants e das baguetes.... Mas o beijo à portuguesa é o melhor (não, não é com alho e ovo a cavalo. Isso é o bife!). É aquele que pára o trânsito, faz o planeta parar de rodar sobre si próprio e até à volta do Sol, porque o que brilha é o sentimento, o que rodopia somos nós.

E ainda por cima faz bem beijar e ser beijado! Liberta endorfinas, o que cria uma sensação de bem-estar, ajuda a diminuir dores de cabeça e stress. Porque aumenta os batimentos cardíaco, ajuda à oxigenar o sangue e diminui o risco de ataques cardíacos. Queima calorias e funciona como um tónico para os músculos da face. 

Nem sei do que estão à espera para celebrar este dia em grande......  

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Assim tipo até ao fim do Mundo!

Era isso que me apetecia hoje ao atravessar a 2ª circular e ao ver o por do sol entre as nuvens carregadas: conduzir la mia machina até bem longe. Àquele mundo só meu e de mais ninguém. Onde não há chatices, nem arrelias, só coisas boas. Eu e eu. Entrada só com convite muito especial. 
Foi até um dia bastante bom, mas no final não estava numa de "CarlaDC" (depois da Chrono...). Antes virada para um por do sol espectacular, uma noite quente com um luar gigantesco, uma praia, muitas velas, pezinhos dentro de água a uns 28 graus, uma comidinha boa, bebidinha ainda melhor. E a playlist que me apetecesse. 
Nada mais....quer dizer....sim, hoje nada mais. Só eu. E eu.
Acho que já merecia. E estou tão sem paciência, tão cheiinha, que ficava lá o fim de semana todo. Começo a ficar farta até de barulho de fundo com gente lá dentro....preciso do som das ondas, do que os meus pés fazem ao pisar a areia seca e a molhada. E o da minha música. Daquela que povoa a minha mente, a minha alma, a minha vida. 
Não ver ou ouvir ninguém por 3 dias, com a minha paisagem preferida no Mundo. Naquele só meu. 
Acho que já vejo a estrada.....e tenho a chave da machina na mão e o depósito cheio.....





quarta-feira, 8 de abril de 2015

Das memórias

Não sou nada hipocondríaca. Mas há doenças que receio mais que (quase) qualquer coisa. Sobretudo daquela de que nem vou dizer o nome...porque não quero e não porque não me lembro!
Receio esquecer-me do que vivi. Do que sonhei e sonho. Das pessoas que amo. Dos locais por onde passei.
Gosto de me esquecer dos maus momentos ou de, pelo menos, já não me lembrar bem do que passei neles ou do que sofri. Mas somente porque a memória tende a lembrar o que é bom e só isso.
Mas gosto mesmo é de recordar. Reler mensagens ou textos antigos. Escritos há 1 semana ou há 1 ano. Ou há uma vida inteira. Rever fotografias antigas. E soltar gargalhadas por ver coisas que nem me lembrava mais que tinham acontecido.
Das memórias que me fazem sorrir. Ou mesmo chorar. Ou sentir borboletas na barriga. E um frio a percorrer-me as costas. Ou estrelinhas na ponta dos dedos. Das conversas que me deixaram (e ainda deixam quando as relembro....) noites inteiras acordada.
Não vou (outra vez...) falar de cheiros ou sabores ou qualquer outro sentido. Só de outras memórias. Dos tempos incríveis, intensos, inesquecíveis, irrepetíveis (e mais palavras começadas por in....). De quando a felicidade se fazia do simples facto da água do banho ficar amarelada depois de limparmos o tanto que corremos, brincámos, suámos, rimos. De ver 20 vezes o mesmo filme e, ainda assim, me surpreender com algumas cenas. 
Lembrar-me da minha filha em bébé. Ou de quando conta piadas e se ri ela mesma antes de chegar ao final. Ou da expressão dela quando lhe digo porque é que é mesmo uma miúda espectacular. 
Custa-me a ideia de um dia só me lembrar do que não interessa. Que o que foi importante não passar de um borrão. Mas como quem me conhece sabe que tenho uma memória prodigiosa, estou cá em crer que isso não vai acontecer! Do que é que eu estava mesmo a falar?? Ah, sim! 
Mais do que de memórias, só gosto mesmo de viver. E de sonhar. E de comer cerejas, ou morangos, ou castanhas assadas. E de............