sábado, 23 de maio de 2015

Dias mais que bons!

Quando temos muitos dias péssimos, mauzinhos, ou mais-ou-menos, acontecer-nos um dia bom é motivo mais que suficiente para celebrar. A vida, a amizade, o amor, a alegria. Manter um sorriso nos lábios permanentemente. Um daqueles que dificilmente nos sai da cara. Que mostra que estamos felizes.
Porque pequenas coisas acontecem. 
Uma grande mudança que se avizinha, que manda a casa, literalmente, abaixo. Ou só o conforto do sofá. 
Uma amiga contou-me um mantra que tem para dar as boas-vindas ao dia: sorri assim que acorda e diz "Hoje vai ser um dia bom!". Talvez por isso ela ande habitualmente bem disposta. A boa disposição não me falta, mas acordo ultimamente com a sensação de "vamos lá a despachar isto porque no final do dia já sei que algo não correu como o esperado". Hoje, sem ter dado por isso, devo ter dito mentalmente o mantra da Inês..... 
Uma visita a um local que vai ser muito especial para 2 das pessoas que mais amo no mundo (3....contando com o piolho que fez logo amigos e preferiu ficar no jardim do que ir mostrar a casa à tia Carla) deixou-me particularmente feliz. Boas vibrações, acho que foi isso! A luz, o local e a expectativa do que vai ser. 
A lembrança de dias bons, de conversas infindáveis, de gente que nos é, que nos inspira, que pertence à nossa alma. Que, se pudéssemos, trazíamos sempre no fundo dos olhos. Naquele sítio onde se guarda só o que é bom, o que os faz brilhar.

Dias bons deviam ser como as cerejas: nunca se consome um só, vêm sempre uma centena deles de seguida. Porque amanhã ainda vem longe, hoje é o presente que tenho.....e ser feliz é feito de gestos tão pequeninos.....


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Anjos e demónios

Não é o livro ou o filme. É uma constatação da esquizofrenia dos dias de hoje, das pessoas que habitam este mundo.
Ouvi hoje uma expressão fantástica: somos todos deuses com anûs. Interpreto isto como "somos bons rapazes mas fartamo-nos de fazer mer**". Assim mesmo, sem meias palavras. Eu não, que eu sou perfeita e jamais faço disparates (pr'acaso.....)!
Mas também acredito que não há anjos permanentemente. Demónios sim. Porque não querem sequer perceber o mal que fazem, como deixam as pessoas a sentirem-se. Já os anjos perderam foi a paciência. De aturarem certas coisas e com isso perdem metade do tamanho das asas. 
Porque este mundo está cheio de gente bipolar e que nem adianta tentar perceber. Uns dias parece que estão menstruados, qualquer coisinha é gritaria à parva, noutros é uma lua-de-mel, com doce na voz. Raios, que uma pessoa tem de tirar um curso de psicologia ou de adivinhação para tentar ao menos perceber se vem beijo ou canelada....
Coletes-de-forças para esta malta e não se perdia nada. Pelo menos a sanidade mental de alguns permanecia intacta...
Quando chegar ao Céu, ou ao Valhalla ou lá onde é, vou perguntar ao Supremo chefe se isto foi sempre assim ou está pior, se vai melhorar ou os meus queridos descendentes vão ter de passar  por esta inquietação ainda com muito maior intensidade que a yours-truly.... Nãã, acho que pergunto mesmo todos os dias, a meio da tarde, quando a noite de sono se aproxima, sempre que me parecer demais: Tu tens a certeza de que foi isto que combinámos os 2?? Tenho mesmo de levar com estes números? Não dá para parar agora? Já chega. Mesmo que as asas não voltem a crescer, não me apetece aturar mais isto. Claro que All Mighty está a apagar fogos muito mais graves, a evitar que os tais demónios arruinem o resto que falta da humanidade, tem lá tempo para me fazer a vontade! Ouve-me e pensa lá para ele: digo-te nos sonhos, aprende lá a ler o que te estou a explicar. Só consigo às vezes, porque devo estar a ficar míope e estou mesmo muito cansada. Até tenho uns vislumbres durante o dia, mas tendo a pensar que não deve ser bem assim. Mas é mesmo. E não se pode fazer mais do que respirar fundo e ir em frente.
Não deu para perceber nada do que pr'aqui escrevi, né?? Ou sim, e afinal há mais quem ande a ler nas entrelinhas...

sábado, 9 de maio de 2015

Tenho asas nos pés!

Um querido amigo lembrou-me uma música que, segundo ele, foi escrita para mim ou que, pelo menos, me descreve na perfeição: tenho asas nos pés.
Penso que é isso mesmo que se passa comigo! Qual Mercúrio, tenho umas sandálias com asas que me permitem voar de uns lados para os outros. E dar saltinhos.....
Sempre fui irrequieta e creio que não deixarei nunca de o ser. E a vida não facilita! Onde é que andas hoje, perguntam-me tantas vezes.... E como esse deus, também trago comigo uma espada, com um infinito gravado no punho, aquela que uso para lutar diariamente contra....muitas vezes moinhos de vento. Arrasto comigo família, amigos, conhecidos, como diz o António M., porque o infinito da espada representa o que jamais esquecerei: quem importa lutar por ou quem são os que estão do meu lado. 
Só costumo dar-me a quem gosta de uma boa luta ou não tem outra forma senão fazer pela vida lutando. Há lutadores que ainda têm asas maiores que as minhas. Não páram. Os saltos que dão impressionam-me pela extensão. Geralmente são os que menos se queixam, que dizem levar a vida que gostam, que estão 5 estrelas....mas que eu conheço como poucos e por quem sinto que devia ter umas asas ainda maiores (nos braços e não nos pés!). Para os apertar forte e dizer que podem baixar a guarda. Ser corajoso sempre cansa até os heróis. (Deixa-te ficar aqui debaixo das minhas asas. Por uma vez que seja. Estas não me permitem voar. Não me levam a qualquer outro lado que não o teu.)
O fogo de Mercúrio tenho-o na alma, no corpo, no coração....e na língua! Para não permitir que a chama se apague e acabe o combustível das asas...as dos pés, para andar sempre de um lado para o outro, as da imaginação, para acreditar que o amanhã é melhor que o hoje, as do coração para amar cada vez mais e melhor. Confesso que por vezes me apetece descalçar as sandálias e andar com os pés no chão, sem saltinhos e no mesmo local. Mas não faço greve, os meus horários de vôo são intermináveis e ainda acumulo funções como comissário de bordo. Para lembrar aos meus passageiros onde são as saídas de emergência, ou como apertar os cintos de segurança ou insuflar os coletes.... 
Sei que um destes dias chego ao destino deste avião de longo curso que me colocaram nas mãos (pés??) para tripular. E que entrego a outro piloto os comandos, a um que goste ainda mais que eu de guiar outros até chegarem onde quiserem. Ou que decidimos, à vez, quem é que leva o aparelho naquele dia. Aí, damos descanso às asas e planamos, admirando a paisagem que ajudámos a criar. Sempre com fogo cá dentro, que eu não gosto nada de coisas mornas. A luta sem corpos ofegantes, sem o poder repousar a cabeça no fim do dia com a felicidade estampada no rosto, é somente uma espécie de guerrazita. Connosco mesmos e contra moinhos de vento. Pode ser importante por vezes, mas sendo sempre, leva qualquer um ao desespero. Com asas grandes ou não. Com espadas poderosas ou não. Até o maior dos guerreiros tem de poder chegar à sua casa, ao que sempre o espera de colo pronto para se aninhar. Até mesmo um grande piloto encosta o avião e diz "em manutenção, agora só preciso do meu (minha?) mecânico para ficar pronto para outra viagem". 
Tenho asas nos pés e nos dedos das mãos. Já me voltei a deixar levar para longe....mas sempre com o pensamento bem pousado num mesmo local. Onde posso descansar as minhas asas...

P.S: hoje por acaso até nem consigo levantar as pernas....mas é só mesmo hoje!

domingo, 3 de maio de 2015

A melhor Mãe do Mundo

Sou eu! E muitas vezes a pior (não sou, mas não é o que pensamos todas, em algum momento das vidas das nossas crias?).

A melhor mãe é aquela que ensina a pensar pela própria cabeça. A nunca permitir que digam que não valemos nada. A sempre ouvir o que o coração nos diz. A ter um plano B....ou com qualquer uma das letras do alfabeto.
A melhor mãe estraga a cria com mimos. Dá muito colo, mesmo quando já tem uma matulona quase do seu tamanho.
É aquela que afaga a cabeça para a acordar, de forma tranquila....antes de mandar vir a grua e a voz de comando "levanta-te ou chegas atrasada, estás nisso há 15 minutos...."! Que diz "não queres mais, não comas", mas que fica a pensar que é um desperdício mandar comida fora e que quando daí a meia hora ouvir um "tenho fome" vai dizer "então vai comer!" e não o "ah sim?? Vou aquecer o resto do jantar..." tal como tinha pensado naquele momento!
Mas também é a que explica porque é que algo está errado ou aquelas coisas que ninguém nos prepara para contar. Estilo quando o cão morre para onde foi quando ela nem tem 2 anos e ele era o seu melhor amigo....e estamos no Natal! Ou faz um funeral ao peixe, com um "vai lá juntar-te aos outros no céu dos peixes" e ouve um "tu tens a certeza que, da sanita, ele sabe o caminho para o Céu?". Porque a melhor mãe tem os melhores filhos (e o melhor Pai também os tem!). 
Há uma crença de que escolhemos os nossos Pais antes de nascermos. Gosto de imaginar que sim, que a minha cria escolheu a minha barriga e o meu coração por um propósito: para fazer de mim a Mãe mais feliz e babada do mundo. E para eu fazer dela a miúda mais amada de todas. 
Feliz Dia a todas as melhores mães do mundo. Pelo menos hoje, que possamos não gritar com eles.....só mesmo se for por causa do amor e das surpresas que decidam partilhar connosco neste dia!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pessoas que dizem "vai-se andando".....

Este post é patrocinado pelo João B. Quer dizer, não é bem patrocinado que ele não pagou nada, mas deu a ideia numa conversa que tivemos hoje pelo telefone! (começo a ver aqui um padrão...as minhas ideias já são férteis e os meus amigos ainda juntam uma espécie de "peça que toca": olha podias escrever sobre isto no teu blog....)

Os portugueses até que são efusivos. Menos quando se lhes pergunta "então, 'tá tudo?".... Lá vem o "mais ou menos, vai-se andando....". Não sei bem se querem que a malta lhes pergunte o que é que se passa ou se é somente para que ninguém lhes peça dinheiro "então se estás assim tão bem, dispensa aí 500 paus....".
E, na realidade, vamos perguntar porque somos genuinamente amigos e aí damos o pouco tempo que nos sobra para ajudar, se for preciso, ou é só porque somos uns grandes cuscos? Eu como já não tenho minutos nem para me coçar (na realidade, não era bem para me coçar que eu precisava do tempo.....mas para fazer coisas que tenho andado a adiar porque me sobra dia no final das horas regulamentares entre as 00h00 e as 23:59.....), não consigo (nem quero) saber da vida dos outros. Lá está, a não ser que goste mesmo deles....e eles de mim, vá! Porque as 2 coisas estão ligadas: para quê despender o meu tempo tão precioso com quem só está ali para despejar o saco e não para, nem que seja por reciprocidade, se preocupar comigo de volta?? Olha que Deus castiga quem não faz o bem sem olhar a quem.....  Sim, pois, já dei para esse peditório. 
E depois, pensando bem, se vão andando, como é que as vejo atrás de um volante a engrossar as filas de trânsito intermináveis ao final do dia ou no início de cada manhã, precisamente quando se propicia a tal conversa do "então, tudo bem?"? Pode ser o caso de, quando saíram de casa (ou do emprego....) até estava tudo maijoumenos mas depois das meias horas, 45 minutos para fazer 15 quilómetros podem ter ficado "assim-assim"...de aborrecidos, de irritados porque na rádio só passam anúncios (Credo, eu não escrevi isto!!! Espero que os meus queridos amigos dos media não estejam a ler isto... Também, a não ser a Helena que até é de um jornal/TV e não tem uma rádio, não me parece que haja risco....). Sim, mas dizia eu, a música pode ser um bálsamo para passar de "vai-se andando" para "está-se bem, até parece 6.ª feira!". Eu é que não tenho paciência para a que me vão dando..... Só para a que eu quero ouvir e talvez por isso quase sempre esteja ligada numa outra frequência....viva o bluetooth, a propósito! 

Como a prosa já vai longa, aqui me despeço, com amizade (Sousa Veloso, saudoso, espero que esteja bem, lá onde se encontra neste momento....) e com a sincera esperança que possam começar a responder "''tá tudo!" quando perguntados "Então, tá tudo?"..... 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dia do Jorge...não é só do Santo, é do meu irmão mesmo!

A pessoa mais parecida no Mundo comigo. Fisicamente, pois claro, mas também na forma de pensar. Almas gémeas, há quem diga. Eu chamo-lhe Irmão. O meu. O maior e melhor de todos. 
A minha primeira memória, ainda nem quatro anos tinha. A pessoa que me faz rir e chorar mais facilmente. Aquele a quem gosto de chamar parvo, mas que não tem mesmo nada disso.
Hoje é o dia dele. E não tenho melhor forma de lhe dizer o quanto gosto dele, o que representa para mim, que não deixando aqui no pasquim uma anotação. De que te amo, tótó! Que espero que o Sol brilhe todos os dias para ti, sem receio de ficar ofuscado pelo que tu és. Que eu possa assistir a todos os teus sucessos, de camarote, e dizer-te o orgulho que sinto em ti. Talvez porque me lembres de mim própria (tinha que ser......mania de querer aparecer, raça da miúda!!), mas de cabelo curto e com umas tatuagens mesmo fixes :)

Tem um dia parecido contigo: fantástico, incrível, inesquecível.
Gosto de ti daqui até à Lua e volta....três vezes!

P.S: e sim, és quase melhor que a Siri.....sabes tudo, que irritante!!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Londres...e eu já não vou para nova!

Uma pessoa passa a noite à procura do raio do adaptador para o carregador para pôr na mala, porque os ingleses têm sempre tudo ao contrário do resto do Mundo....as tomadas elétricas e a condução. Depois chega ao hotel e há tomadas USB no quarto por todo o lado. Irra, devo estar a ficar velha para isto!! Já nem a tecnologia consigo acompanhar....
E trocar euros por libras é quase desnecessário....cartões para pagamento no táxi mesmo ao nosso lado, sem ter de aborrecer o condutor. E dá para escolher a gorja e tudo! Dos 0 aos 20%. 
O pior é chegar às 10 da noite e estar a cair de sono. Sim, ter uma criancinha à minha frente no avião a empurrar a cadeira o tempo todo, outra ao lado a desenhar quase em cima da minha mesa e eu não ter conseguido as 2 habituais horas de sono, não ajudou. Isso é mesmo sinal de que já estou a ficar....entradota!
Esta cidade é bem fixe. As pessoas, ao contrário do que dizem e se possa pensar, são bastante simpáticas. Quer dizer, se calhar amanhã, como qualquer outra velhota da minha idade, já estou a dizer "cambada de maldispostos e irascíveis estes ingleses!"....basta fazerem alguma e o dia de hoje na realidade é quase um borrão. 
Chego a Lisboa e a tecnologia falha uma vez mais: cartão do cidadão não passa e fica uma fila atrás de mim. Tenho de ir ao pessoal nos guichets e ainda nos rimos: se calhar a senhora está proibida de entrar e não sabe!! Não, porque se fosse assim isto apitava, digo eu. Foi o chip que fez kaput, segundo me explicaram. Isto só a mim....
Pode ser de estar a ficar menos jovenzita, mas penso muito no que deixo como memória. Tenho pena de não poder deixar as que guardo no neurónio que me resta. Estilo como se faz com as fotografias, livros ou discos. Pelo menos fica o registo das muitas parvoíces que me acontecem....  

P.S: multiplicidade de raças e credos em Londres. A prova: alinhados 3 aviões e nenhum lá da terra. Atrás de nós descolavam as linhas aéreas egípcias. Só boas razões para visitar a cidade....