terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Socorro, vem aí a aborrescência!!!!!

Quer dizer, já cá está há uns meses, mas começa a notar-se cada vez mais!
Não, não sou eu! Tenho um ar jovem, mas já passei dos 20! A adolescência ficou lá para trás há uns....quantos, poucochitos, anos.

5 miúdas a celebrarem juntas o Carnaval. E veio-me à memória o que fui (não me lembro nada de ser assim, mas....) e sobretudo o que me espera.
Dá para ignorar, mas não é a mesma coisa. Gritinhos histéricos e um zanga-já passou-és a minha bff, são típicas reacções. Não ouvir o que estamos a dizer ou a perguntar (ainda que o façamos 30 vezes...), também. Entrar numa espécie de transe em frente à televisão, a ouvir música ou a ler as mil e cinquenta e três mensagens no telefone, a essas já me habituei.
Mas há algumas que não vou nunca perceber. Não tomar banho. Usar sempre a mesma camisola ou calças porque-estas-é-que-eu-gosto-mesmo. Achar que se está gorda quando se é uma trinca-espinhas. Ou feia, quando se é de uma beleza estonteante. Faz parte, pois claro que sim, mas nunca vou chegar lá. 
Da cumplicidade quando estamos na mesma onda, disso gosto. De ainda não serem bem "crescidos" mas já terem mais certezas dos que já o são. De acharem que ainda se pode mudar o Mundo. De não entenderem porque é que esta ou aquela pessoa cometeu uma atrocidade do tamanho da Torre dos Clérigos (mas isso eu também não....).
A adolescência é a época mais difícil que se atravessa. Mas também a que nos pode envergonhar para o resto da vida (que raio de cabelinho era aquele? Nem acredito que me deixavas sair de casa naquele estado!!) e a que faz de nós Gente. Mais ou menos resolvida, com mais ou menos brilho. Assim Deus me dê paciência e não força, e a coisa dá-se!!!

P.S: e os namorados/as?? Valha-me o Vizinho-lá-de-cima!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

4 estações....num só coração

(ao som de "The one" dos Kodaline)

A vida é muito assustadora. A menos que nos preparemos para o que aí vem. Que acreditemos.
Num só dia, as 4 estações podem atravessar-nos o coração. Nos últimos tempos, sinto que o Inverno se instalou no meu, naqueles que me rodeiam. Mas o verdadeiro, mesmo. Não aquele que temos vivido, antes um com neve até ao pescoço, vento e trovões assustadores.
Isto de manhã. Porque com o avançar do dia, começa, aqui e ali, a brotar uma e outra flor, o Sol insiste em romper por entre as nuvens e ouve-se um pequeno chilrear. Apesar de tímido e não abrasador, lá para meio da tarde surge o Verão. Ao longe sinto o calor da luz solar, o conforto da areia morna, quase mergulho no mar que convida a esquecer tudo. E a só recordar o que nos faz bem. Antes que chegue o Outono. É verdade que ainda encanta, porque tem um brilho especial. Porque há mais quem tenha o coração cheio de chuva e precise do nosso abraço. Mesmo que com poucas folhas, a árvore resiste aos abanos. E dá o abrigo possível. 
A certeza de que o Inverno está a chegar ao fim acalenta-me o ânimo. Faz-me crer que chegou Março e, se pensarmos que estamos em Portugal, daqui a uns 15 dias já podemos dar um saltinho a uma esplanada. Para rir muito, esquecer o que não interessa, aproveitar os dias que já são maiores e as noites menos frias.
Para o melhor e o pior. Há que estar preparado. Não porque seja assustador estar triste quando algo não é como queremos, mas sim porque estamos cansados de tanta mudança de estação. Isto podia estabilizar, mas não era a mesma coisa. Como é que saberíamos aproveitar quando estamos radiantes ou abrigar-nos quando a tempestade se instala? Acreditando. Preparando-nos. Estações vão e vêm. O que resta chama-se fé. Que o S. Pedro vai finalmente atinar com esta coisa e tudo se encaixe nos momentos certos. 
E, para quem não conhece:

https://www.youtube.com/watch?v=gVILookzrPw


sábado, 30 de janeiro de 2016

Onze já passaram....

Onze anos! 
Há uma década e mais doze meses vi-te pela primeira vez. A miúda que me pontapeava a barriga estilo prestes a marcar golo ou exigia um prato de papa antes de eu ir dormir. Porque juntamente com a banhoca quentinha, lá dentro no conforto da zona perto das costelas onde me espetavas o pé, ia era mesmo bem Nestum ou Pensal. Ainda que fosse meia-noite. Ou isso ou eu não adormecia....
Recordo-me de pensar: "estás tão tramada! Este piolho ficou-te com o coração....". E agora só difere mesmo a história da papa....e os pontapés, vá!! Esses deixaram a barriga e alojaram-se na mente. É cá uma ginástica para lhe dar a volta...
Um bocado gigante de mim. Melhor que alguma vez fui ou serei. Porque guarda nela a bondade e o desejo de mudar o Mundo para melhor, que só a rapaziada aquariana sabe ter. Tem pelo na venta mas um coração do mais doce que existe. O primeiro que lho partir terá certamente uma mãe-leoa pronta a caçá-lo....fica o aviso à navegação!
Parabéns meu pedacinho de céu que o Senhor-lá-de-cima fez o favor de me emprestar para eu cuidar, amar e tentar entender. Não é sempre fácil, mas é sempre fantástico. Ser tua mãe é o melhor presente que a vida me deu. Espero estar todos os dias à tua altura (mais uns meses e já me passaste.....raio da gaiata!!) e que possa olhar para trás sempre com um sorriso por tudo o que passámos. É uma aprendizagem para as duas, acredita. Assim me dêem paciência e coragem para o que ainda por aí vem. Se fores parecida comigo, bem vou precisar....
Onze anos do mais puro amor que existe: o meu por ti. Apesar deste dia ser o teu sê-lo-á eternamente como o mais marcante da minha vida. 30 de Janeiro. A data em que tudo mudou para mim. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

É com cada partida

A vida, ou lá quem é, adora pregar-nos partidas. 
Das que implicam que estamos a ir a algum lado, mas sobretudo daquelas em que temos de perceber para que lado é que queremos ou temos de ir.
Conhecermo-nos ou ao que há a fazer é a saída. Com mais ou menos paciência, mais ou menos fé. Cada vez custa mais, porque o caminho se torna mais próximo do final. Quem disse que no fim é fácil, enganou-se. E enganou-nos. 
Sabemos onde e a quem pertencemos. Ao menos isso evitasse tanta pergunta.... As respostas até podem parecer claras mas há um turbilhão de sombras que nos dificultam o caminho. 
Num dia acreditamos que agora é que é. No outro chove, troveja, é uma ventania pegada. Que nos afasta um bocadinho mais do destino. Poços de ar. Que parecem um desperdício a dar a algo tão precioso. 
Partidas que nos convencem que tirámos bilhete pelo percurso mais complicado. O que dá luta é mais saboroso. Sim, claro! Se estivermos a fazer massa sovada.... Desnorteados, andamos de um lado para o outro. Sem perceber o que fazer. Ou sim. Mas não era esse o caminho que queríamos. 
Talvez fosse mesmo para ser esse e não soubéssemos. Ou acharíamos que era simples. A verdade é que, não importa o que fazemos, vamos lá bater sempre.
Até ao dia em que nos tornamos no vento. Vogamos ao sabor do que acontece. Sem receios ou fragilidades. Não são asas que ganhamos mas sim liberdade. De trilhar o que é suposto, da forma que tiver de ser. Sem falsas partidas, sem ficarmos com a sensação que nos tiraram o chão porque, afinal, sabemos voar. E o nosso destino é-o onde quisermos ir. Sem partidas. Falsas ou das asas. 



sábado, 16 de janeiro de 2016

Caracóis e caracoletas

Esteve aqui hoje um freguês no estaminé que me deu uma ideia gira para um post. Ainda por cima, que me surpreendeu ao dizer que lê os disparates, perdão, os devaneios que pr'aqui escrevo.
Há pessoas que são como os caracóis. Deixam rasto ao passar.....
E pronto era só isto. Não?? Então vamos lá......
Gosto muito de caracóis. Começo a sonhar com uma pratada deles, quentinhos, logo a partir de Setembro. 
Pessoas-caracol não gosto. Só põem os "ditos" de fora quando lhes cheira a que há humidade no ar. Ou seja, que alguém anda triste ou há alguma situação que implica tristeza. Saem da casinha em que se escondem normalmente e aparecem a deixar baba por todo o lado. Tornam-se verdadeiros amiguinhos..... Gostava muito de poder deixá-los uns dias sem comer, para largarem a porcaria toda, pendurados uns com os outros, e depois lançá-los para uma panela cheia de especiarias (entre elas, uma cidade dos EUA! Certo, P??e caldos knorr e mais-não-sei-quê. E vê-los a cozinhar, leeeeeeentamente.
Pronto, é sádico, mas também as pessoas-caracol....gostam de ver o sofrimento dos outros. Alimentam-se disso. 
E onde é que entram as caracoletas na história?? Há quem não goste delas. Eu adoro. Cozinhadas na brasa, cheias de molho bem picante. O que me lembra outras coisas que também pegam fogo, e são picantes....mas fica para outra ocasião.
Huuuummmmmm, caracóis e caracoletas. Lembram o Verão, as esplanadas, o tempo de férias, o gozar muito a vida. E não estes dias cinzentos, de chuva, que me levam a acreditar que tenho musgo na parte de baixo dos sapatos. Ainda por cima, juntam-se a emoções em que parece que um furacão nos levou a alma. Em que nada sentimos a não ser um vazio gigantesco. Tristeza. Mas, curiosamente, até aprendi com este sentimento que tanto temia. Que há dias em que temos nós de criar o nosso próprio Sol. Em que acreditamos que, se nada podemos fazer para mudar uma situação, mais vale não nos inquietarmos com ela, nem tentar fazer seja o que for pela mesma. Isso e comer caracóis. Às carradas!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Reconhecimentos

Se há dia que fica na memória pelo orgulho que senti, foi hoje.
TSF: logo pela manhã uma peça na rádio sobre a nossa parceria com aquela empresa de logotipo vermelho que começa por V e acaba em fone...e o meu testemunho.... Uma colega de há quase 30 anos lembrou-me que naquele tempo já havia quem fosse a luz e outros a sombra. E que me deixou com tantas saudades....e tão orgulhosa!
Conferência sobre Comunicação Interna: lá enganei mais uns na ideia de que percebo alguma coisa do tema. Sala cheia, que medo! 160 pessoas a ouvir e a perguntar....foi tão mais confortável o papel de só assistir...especialmente ao caso da empresa concorrente da acima, cujo nome é a 3ª pessoa do plural.... Mas fiquei com a sensação do dever cumprido. A empresa ficou bem representada e os nossos meninos das entregas são quem nos deixa.....orgulhosos!
Prémio Cinco Estrelas: a rede de lojas de proximidade para entrega de encomendas mais espectacular do mundo é vencedora. A mais brilhante estrela! Momentos mágicos....até porque o Mário Daniel nos deu o enorme prazer de participar nos seus números. Portugal ficou a brilhar ainda mais a partir de hoje.... Que orgulho!!!
Reconhecimentos que significam que, de quando em vez, faço alguma coisa bem.... Que gostar do que se faz é tão bom quanto fazer o que se gosta. Tenho a grata honra de ter ambos. Consta que pisar cócó dá sorte....agora percebo o porquê do dia de ontem..... 
Hoje estou tão orgulhosa. Só por hoje. Amanhã regressa o cócó.....

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Revelações

E, um dia, atinge-nos. Não é o que andamos cá a fazer pelos outros ou os outros por nós. É o que fazemos por nós mesmos. Chega o dia em que nos perdoamos pelo que fizemos ou deixámos de fazer. Em que não há mais inimigos.
Todos agem como lhes parece melhor. Ninguém deve julgar ninguém. Muito menos o devemos fazer a nós mesmos. Pensar demasiado nas coisas leva-nos a perder demasiado tempo. E este é tão precioso para ser desperdiçado..... 
Termos medo é o mais natural e antigo sentimento. A melhor maneira de o vencer é, como em tudo, juntarmo-nos a ele. Abraçá-lo e perceber o que nos quer dizer. O instinto está lá desde que o Homem existe. É o que mais primitivo e certo temos. Aceitar. E aprender.

Sermos audazes não é enfrentar ou lutar contra o medo. É saber que existe, perceber porquê e avançar. Com o coração. Com o que somos, temos, cremos. E aquilo que for para ser, será. Não é conformismo ou destino ou fatalidade. É somente ir com a corrente.
Porque se gostamos (ou nem por isso) temos de acreditar que está certo. Doa a quem doer. Menos a nós mesmos. Ainda que tenhamos medo. Não nos vamos magoar. E se sim? Levantamo-nos e começamos tudo de novo. Sem perdões, sem desculpas. Porque sim. O melhor dos motivos. O único que não tem algo que seja refutável.
Um dia, atinge-nos.......

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Quando nos falta um não-sei-quê

Sou certamente inconformada. Perfeccionista, talvez. Uma coisa que sempre me irritou foi deixar algo a meio. Talvez por isso não seja forçosamente fã de filmes em sequelas, prequelas, episódios, chamem-lhes o que quiserem. Faltar uma peça num puzzle significava mandar logo aquilo pela janela.....
Talvez por ser assim, ando sempre num "contentamento descontente" como dizia o inquilino do Mosteiro dos Jerónimos. O tipo da pala no olho, não sei se estão a ver quem é. Falta-me sempre qualquer coisa. Se está calor, podia estar mais. Se faz frio, o Verão é que era. Se só temos 2 horas, queria 2 dias. 
Não pode ser só perfeito. Tem de ser rápido. Estilo, já. E inesquecível. E irrepetível, todos os dias. Do género de, quando pára, assemelha-se ao final de uma tempestade: silêncio depois da tormenta. Coisas espalhadas por todo o lado. Uma felicidade esboçada num sorriso. O coração que volta a bater....ou que finalmente sossega.
Mas há dias ou momentos em que parece ainda faltar mais-qualquer-coisita. Quando nem aquela música que vamos a ouvir no carro e a dançar, apesar de estarmos há mais de 1 hora no trânsito, nos anima totalmente. Os vizinhos dos carros do lado, da frente e de trás acham que sim (tal é a agitação de braços e de cabeça) mas a verdade é que aquilo acaba e continua a faltar qualquer coisa. Ainda se eu fosse de gostar de chocolate, comia um e passava.... 
Uma casa cheia de gente, um escritório a abarrotar de malta na risada e, ainda assim, falta je-ne-sais-quoi. O tal puzzle que é esta cabeça (este coração?) continua a indicar que o desenho não se finalizou. 
E quem é que encaixa na perfeição e faz com que não falte nadinha??? A acompanhar na sequela.....
(Se calhar despacho já isto, não?)
Tu, faltas só tu. Aquela peça que, por mais que pareçam haver outras, é a certinha, a que completa a figura. Um beijo e um abraço que durem de agora até....essa mesma ocasião que estás a pensar. Nenhuma outra. Tu. 



domingo, 3 de janeiro de 2016

O pote das coisas boas

Desafiaram-me a ter um pote onde só coloco as coisas boas que me acontecem no dia. No final do ano, pelo menos devem estar lá 366 papelinhos.....
O primeiro dia não trouxe nenhum motivo para papel. Antes para o pote das tristezas. O peixe laranjinha juntou-se aos seus amigos no grande oceano.... Só não chorei porque não calhou....e ganhar coragem para dizer à miúda??? Pronto, é desta que não há mais bichos cá em casa....além de quem cá mora e de um aranhiço e mosquito aqui e ali. Rest in peace Tita. Com isso veio a obrigatória mudança de sítio de algumas coisas e o arrumar de outras. Feng Shui para começar o ano da melhor forma. Mas não dá direito a papel para o pote...

Segundo dia, precisava de ir ver o mar. Para confirmar umas coisas e perguntar-lhe outras. Porque o dia estava bom e eu precisava de paz. Pote: aí vai o papel número 1!

Motivos para alegrias, daqueles que merecem ir para o pote. Espero ter muitos. Mesmo!! Porque geralmente lembramo-nos da sensações mas não forçosamente do que as causou. E no dia 31 de Dezembro vai ser tão bom sentir tudo de novo. Que 2016 foi mesmo feliz. Let's hope so. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O ano dos desafios

Numa palavra: desafiante. Assim descrevo este ano.
Nunca como nestes últimos meses me pus e puseram à prova. Para mais um bocadinho. Quando achava que estava esgotada, sem forças, faltava só mais isto. Ou aquilo.
Só posso descrever este ano como uma música do Eminem: já está a chegar ao fim e eu não percebi nada. Lá pelo meio, uns milhares de palavras que são irrepetíveis. Que, parece, nem que escritas, conseguiria dizê-las de novo. 
Coisas que mudaram. Por fora, mas particularmente por dentro. Que me levam a acreditar que nada é impossível. Não adianta combater quando estamos desarmados. Concordar com aquilo que nunca pensámos ser possível. Esta vida é um enigma. E eu que adoro fazer perguntas, que nunca me satisfaço.....
Deu para aprender que o que terá de ser, vai ser. Assim não mudemos o que somos. Nem mais nem menos o que temos de mais verdadeiro. Ser. Estar. Dar. Incondicionalmente. 
Surpresas. Muitas. Das boas. Das divertidas. Das más. Das que pensamos que não vão dar a bom destino, mas sim. A insatisfação que me caracteriza exigia mais. Não sendo possível outras, este ano já teve bastantes! Descobrir que sobrevivemos a (quase) tudo e saímos mais fortes (não forçosamente mais espertos...) é já meia vitória. E nada que vale a pena chega sem luta.
Quando escrevi, há um ano, o que esperava que este viesse a ser, nunca imaginei isto. Na realidade, já não sei bem o que pensei. Para o próximo são 366 dias novinhos em folha para ser estupidamente feliz. Para aprender muito. E para ensinar, espero eu....que a vida não se torna mais fácil. Nós é que podemos decidir "fazer por ela". Não deixar que nada nem ninguém leve a melhor. Mesmo que custe e soe a injustiça para connosco. O karma se ocupará de lidar com isso. E parece que tem uns stilettos novos que lhe ofereceram no Natal....
Obrigada, 2015, pelos desafios. Que 2016 consolide o que se começou e possibilite estar, daqui a 12 meses, a lembrar que os anos bissextos não são assim tão terríveis. 


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Química

Sempre gostei de Química no liceu. Sabia a tabela periódica de cor. O que, considerando o local onde era o liceu, poderia ter dado para o torto. Fazer um composto qualquer e deixar na sala para o pessoal não ter aulas seria o mais normal.
Mas não. Deu-me antes para entender que na vida tudo é química. Que há coisas que não se podem combinar e outras que foram feitas para se completarem uma à outra. Uma espécie de caldeirão do druida que, no final, faz os compostos virarem ouro. Ou qualquer outra coisa muito valiosa. 

Química é o que justifica a maior parte das reacções que temos. Uma em particular: atracção. Não é uma questão que se explique. A física é o movimento dos corpos. A química o movimento das almas. Junta-se a fome com a vontade de comer, já dizia a minha avó. Um eu-quero com um eu-também. 
Não é um íman, apesar de ser magnético. É mais um tipo de energia contida que rebenta quando exposta a outra energia. Um big, que se junta a um bang. Um "não havia nada e de repente apareceu tudo". Diz que foi assim que isto começou. O Mundo. E quem, num ápice, se torna o nosso mundo. 
Adiciona-se isto e mais aquilo e o composto não podia ser melhor. 
Apesar de também existirem acidentes, quando se juntam 2 elementos que dão asneira e empestam a sala (vida??) onde se está, gosto mais de pensar que a química é do "bem". Uns usam-na para degenerar algo, mas ela existe para o que de melhor existe. A faísca. A vontade. De querer mais. De fazer mais, de chegar mais longe. De estar. Agora e mais daqui a pouco.


sábado, 12 de dezembro de 2015

Seres mais que perfeitos

Os seres mais perfeitos do mundo: as Mulheres. Pronto, podem parar de ler. Ou então não!!
Nada perturba mais uns e outros que perceber que mulheres podem falar de política ou futebol ou economia (e perceber do tema!!!) sem terem de se vestir como uma Maria-rapaz ou um contabilista. Que sendo bonitas e tendo chegado ao topo da hierarquia de uma empresa não significa nada mais que trabalho e dedicação à profissão e à sua mestria. Ainda que vistam saias curtas. Porque sabem que são bonitas e assumem que feminilidade, reconhecimento e profissionalismo podem andar de mãos dadas.
Têm em si todos os sonhos do mundo. E pensam que são super-heróis. Costumo dizer que, saindo do escritório, vou para o meu 2º emprego. Mãe. Cozinheira e empregada doméstica. E tudo tem de sair perfeito. Sim, pois!!!
Ainda que a quilómetros de distância, tem de dar tempo para pedir a cinco ou seis mães que vão mais cedo para ajudar a vestir e maquilhar fantasmas. Sair a voar do aeroporto e ir a rezar para se chegar a tempo de ver a actuação dela. Entrar no ginásio e ouvir a música que tantos ensaios motivou. Na escola em conjunto e em casa sozinhos. Uma tangente.....e tão orgulhosa dos pequenos enormes artistas. E depois o toca-a-despir e o jantar na escola para festejar o Natal. Casa, mala para desfazer, banho para ajudar porque o branco não quer sair da cara. Caminha, que isto já pesa. 
E saudades aos magotes. Do que não pode faltar na vida de super-heroína: o amoroso companheiro. Que não precisa de estar fisicamente lá, mas que está sempre no fundo da mente, na frente do peito, a bater descompassado. Que nos apoia e nos deixa ser. Como somos. E que não está na sombra: é o Sol que nos permite brilhar ainda mais e ajuda a conduzir a vida com a sua luz, é a estrela maior que seguimos. 
O ser mais perfeito, mais complicado, sonhador e incompreensível que Deus colocou no Mundo: a Mulher. Mas não deve haver nada melhor que ela!!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aquelas imagens que dão um g'anda post

Dou muitas vezes por mim a escrever sobre o que sinto ou vivo num determinado momento. Noutras, conversas com amigos trazem-me à memória temas que ficavam bem giros. E gosto de escrever sobre imagens inspiradoras. Que me passam em frente dos olhos ou que saem do coração.
Não consigo evitar ser uma romântica que acredita que tudo chega a bom porto um dia. Não é o final que é feliz, porque se é fim não tem mais nada. É-o o destino da nossa viagem. Por mais voltas que o caminho tenha, a chegada tem de ser fantástica.
Com ou sem asas. As que uso para ir para bem longe do que me chateia....ou que de bom grado serviriam para me colocar ali ao lado de alguém. 
Mas passa-me cada coisa nesta cabeça..... Daquelas de fazer corar os púdicos. Talvez porque gostar, para mim, é assim. Com tudo. Aos pouquinhos só água com açúcar, para acalmar. 




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Diz que é mais ou menos uma cena destas.....

Nada se compara. Diz-se. 
Só de pensar nisso, as borboletas desatam a voar no estômago....ou lá onde é que se aninham!
Não damos por o tempo passar.
Mal podemos esperar por estar ali de novo. Ou onde quer que seja "ali".
O que mais feliz nos deixa e nos arrasa à mais ínfima das profundidades.
Fazemos listas mentais do que gostamos no lado de lá.....e das que gostamos ainda mais.
Não sabemos como explicar. Porque sim. 
Mais importante que receber é somente dar. E sentir saudades. Muitas.
A imaginação ganha asas. Para as coisas boas e as outras. Não é ciúme, claro que não.....

Pensando bem, são (também estas...) só 4 letras. Que nos dão cabo da cabeça. Enquanto for isso....e não aquele órgão tão especial que "só" serve para bombear sangue. E pular para fora do peito à mera menção de um nome, a um vislumbre daquele perfil, a um breve cheiro igual ao "tal". Meramente um órgão. Nem sei porque é lá que se aloja tão nobre sentimento.......

sábado, 21 de novembro de 2015

Fica....

Um pedido sussurrado ao ouvido. Que nos faz tremer. Que não queremos dizer mas que se escapa. Que significa que temos aguardado sem saber que o queríamos pronunciar. Nem a nós mesmo tínhamos dito antes. 
Do Inverno que se aproxima. Da noite que cai cada vez mais cedo. Dos dias que correm uns atrás dos outros. De não sabermos o que amanhã traz. De querermos o que tantos têm e não valorizam. Da música que nos arrepia a pele. Da alma, cansada. A culpa é de tudo. E talvez de nada. 
Faz-se tarde. Tão tarde. Não estar é o que mais dói. Porque o estar é tão rápido. Como areia: escorre-nos pelos dedos. Permanece eternamente nos nossos sentidos. Atormenta-nos o espírito. Por ser tão perfeito. E fugaz.
Quatro letras. Tantas como têm tantas outras palavras incríveis. Que nos apelam aos sentimentos mais escondidos ou que gritamos aos quatro ventos.
Fica. Só isso.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

(Im)perfeições

"As coisas que errei na vida sei que as encontrarei na morte. Porque a vida é dividida entre quem sou e a sorte.", disse Fernando Pessoa. Errar. Mas não desistir. Porque nem nos sonhos a vida é perfeita. A diferença é que, nestes, acordamos no melhor momento. Naquela só acordamos quando chegam os piores.....

Gosto de quem é imperfeito e o sabe. Porque essas são as pessoas verdadeiramente interessantes, as que nos tornam a vida mais completa. Humildes, quando tinham tudo para ser arrogantes. Únicas. Irrepetíveis. Mas talvez seja eu que sou uma exagerada.

Não gosto mesmo é de repetir uma e outra vez para mim própria "deixa lá isso, há coisas que não mudam". Ou pessoas. Porque são de uma imperfeição atroz. Que nem lhes permite perceber que estão (são??) errados e que vão perder tudo.....

A perfeição não está ao alcance de todos. Mas podiam ser assim mais ou menos. Ou mais, somente. Mas jamais menos. Tão menos....

Volto acima: a vida é dividida entre quem sou e a sorte. Não acredito que o que sou, ou tenho, se deva à sorte. Deve-se a muito empenho. Em fazer muita porcaria....mas especialmente coisas bem feitas. E ter orgulho das que saem perfeitas. Porque sou uma perfeccionista e já o disse 500 vezes: ou é com tudo ou não é nada. Agora cá com me*****!!!!

Porque há dias perfeitos. E há os como hoje. Que nos (me??) levam a acreditar que algo ou alguém insiste que não vale a pena fazer muitos planos. Que a perfeição da vida está em vivê-la. Em ser surpreendida pelo que vai acontecendo e perceber que, se não é para ser, nem vale a pena insistir. Porque quando é, sabemos. Entra-nos pelo coração a dentro. E sentimos no fundo de nós. Ou bem cá em cima..... Perfeito, hem?

sábado, 14 de novembro de 2015

Deixa-te ficar....

Muitas vezes só precisamos de saber que há alguém que está mesmo ali. Não precisa de nos dar a mão ou olhar-nos nos olhos. Somente estar.
Ainda que a quilómetros de distância. Ou no final do nosso braço. Palavras são desnecessárias. Queremos apenas que nos confortem com o seu ser.
Li há dias uma frase genial: cada um tem o amor que acha que merece. Caramba, o meu não cabe num T6..... E, acrescento eu, cada um tem o amor que precisa. Que nos dá conforto e nos inquieta ao mesmo tempo. Que nos dá certezas e nos leva a duvidar de tudo. Que nos aquece até ao fundo da alma e nos gela o sangue. Que nos pede atenção e nos dá toda a que pode dispensar. Geralmente muita. Ainda que pareça que não está ali.
Assim como um "deixa-te ficar aí....que é mesmo aqui."
O amor que merecemos é como aquela música que está sempre na nossa cabeça: quase nem damos por ele mas é a primeira coisa em que pensamos quando acordamos e a última quando adormecemos.
Vá, deixa-te ficar aqui. Ou aí. Que é (quase) a mesma coisa.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

É arrancá-lo do peito e pronto!

A vida não é justa. Ninguém diz que tinha de ser. Mas podiam equilibrar-se melhor os pratos da balança. São os sacanas que a levam melhor. Quem é simpático só se trama.
Mas isto vinha a propósito de?? Ah sim. Do sentir. Passamos a infância e adolescência a querer ser "crescidos". E depois acreditamos que "ninguém manda em mim". Achamos nós, coitados..... O resto do tempo é passado a arrumarmos a cabeça. E o coração. Esse pobre que leva porrada de todo o lado. A madrasta da Branca de Neve é que tinha razão: é arrancá-lo do peito e guardá-lo numa caixinha. E não a abrir mais. Porque quem tem esse safado a bater-lhe no peito pensa nos outros e não em si. Egoísmo e coração não podem coexistir. Ou sim? É errado querermos ser felizes em primeiro lugar?? Antes de pensarmos em qualquer outra pessoa, lembrar-mo-nos de que existimos? O velho "se eu não gostar de mim....quem gostará?" transformado no "se eu não for feliz, quem amo acima de tudo, podê-lo-á ser alguma vez?". 
Não sei que raios estou para aqui a dizer. Ainda não descobri porque "não sou crescida". E tenho um dono que se farta de mandar em mim. É enorme, bate descompassado, tem a mania que sabe tudo. Já me fez passar por cada coisa. Não se cala. Mas gosto dele, mesmo quando grita comigo. Nessas ocasiões, traz umas amigas para brincar com ele. Rolam olhos a fora, até descobrirem os contornos da minha cara. O que me intriga bastante....se é no peito que está a dor, ela escorre cá no topo porquê?? É colocá-lo numa caixinha, digo eu! E mandar fora a chave....

sábado, 24 de outubro de 2015

Dia de explicar aos miúdos o que é a vida profissional....

Lembro-me muito bem do dia da benção das fitas. O tal em que, oficialmente, passei a ter de "fazer pela vida". Só que ninguém me explicou o que era preciso para tal. Como nos devemos comportar em frente a um entrevistador para o nosso primeiro ou quinquagésimo nono emprego.
Hoje tive a grata função de estar presente num Pitch Bootcamp (santinha......) do Instituto Superior Técnico organizado pela Spark Agency. Assim uma espécie de "mentora" dos soon to be mais recentes Engenheiros do país.
É totalmente genial! Um Shark tank mas em que o grande projecto são os miúdos. Se eu tivesse de te contratar ou recomendar a alguém que soubesse que precisava de uma pessoa com as tuas características, será que o faria? O que é que está bem ou nem por isso na apresentação que fizeste? Fiquei ou não convencida do que queres ser "quando fores grande"?
Só vos digo que aqueles miúdos (20 e poucos anos....são miúdos, certo??) vão ter um enorme futuro, assim os reconheçam. O mercado de trabalho está difícil, as empresas não são fáceis, mas eles são fantásticos. 
Estou certa de que são muito mais centrados, capazes e humildes do que era a malta da minha tribo quando tinha a idade deles. As coisas mudaram muito, é certo, mas eles têm uma perspectiva totalmente diferente da que nós tínhamos.
Podiam ser somente aqueles 8 com quem eu e as restantes mentoras da minha mesa falámos, mas a ver pela amostra, vamos ter país! Assim possamos fazer com que fiquem por cá. Um deles impressionou-me pelo estilo: Engenharia Aeroespacial. Sei que aqui não tenho muita hipótese mas adorava um dia, se tiver de sair, poder regressar a Portugal porque temos uma enorme possibilidade de sermos ainda maiores. Não sei, disse-lhe, se calhar, na lata, podes propor projectos nunca vistos às empresas que, não estando cá, se podem desenvolver com o que cá temos. Potencial. Miúdos brilhantes. Cérebros únicos. E umas verdadeiras esponjas, capazes de ouvir os vários conselhos que tínhamos para eles. 
Ou até nenhum! Isto porque um deles era brilhante e sabia bem o que queria fazer. Apreender ao máximo o que pudesse das empresas por onde passasse ou com quem se cruzasse. Para regressar à empresa da família e torná-la maior. Não duvido nada de ainda ir ouvir falar muito daquele rapaz e da empresa do pai. Empenho. Dedicação. Brilho.
Acho que saí dali ainda mais motivada que eles. De que o futuro não é assim tão negro e podemos mesmo ter grandes profissionais a trabalhar nas empresas em Portugal. Ou podia ser só aquela amostra de pouco mais de uma centena de engenheiros. Mas estou certa de que não: porque este pessoal, apesar do que dizem por aí, vale mesmo a pena. Faço figas para que a minha pequena futura "o-que-quer-que-seja-que-ela-queira-ser" seja pelo menos tão centrada como estes 8 com que me cruzei hoje. E que eu possa ser uma mentora suficientemente distanciada para que, como se estivéssemos num pitch boot camp, lhe consiga dizer como se está a sair enquanto projecto de futuro. 


terça-feira, 20 de outubro de 2015

As novas canções de amor

Gosto mesmo do "novo" estilo de música que diz a uma miúda eh-pá-sim-senhora-curto-de-ti-à-brava. Sério! 
Atentemos na 1ª Dama do puto mais novo do meu amigo Tony: há poucas coisas mais giras que dizer "tu podes ser a Michelle e eu o Obama". Estilo "borá lá ser os donos do Mundo". Ou o mais recente vencedor do Best Portuguese Act da MTV, o rapaz alvo de tanto puxão de orelhas que resolveu enfiar uns brutos alargadores, e que tem nome de verbo: ela parte-me o pescoço! Ela é linda, ela é special.... Ou seja, há miúdas bem giras mas tu és quem me enche as medidas. 
Mas a malta das Américas também a sabe toda!! Então se eu for preso, ou te mostrar os meus defeitos e não for forte, vais continuar a amar-me da mesma forma? É ou não uma grande forma de pôr a rapariga a chorar e a dizer oh môr, eu gostava sempre de ti, mesmo que não fosses o Adam Levine.... Sei, pois!!
As velhinhas músicas de fazer chorar as pedras da calçada que se dedicavam no Peça que toca (miúdos nascidos depois da década de 80, a tia Carla pede que tentem googlar o que era isto...) já não derretem as garinas. Apesar de eu pessoalmente ainda ouvir a sonoridade e perceber que essas sim, são letras que se compreendem....mas que são uma seca!!! Ou, se virmos por outro prisma, fazem uma pessoa chorar....
Na verdade, música tem, toda ela, um significado. Nas novas e nas menos novas gerações. Gosto de aprender com a mais nova lá de casa algumas tendências mas especialmente de lhe ensinar. As que são históricas (lembro-me quando percebeu quem são os Queen...) e as que são tipo pastilha elástica: duram enquanto têm sabor. Mas se até eu fico fã e com a treta da música o dia todo no ouvido, o que se dirá dos miúdos(as) que estão mais próximos em idade destes artistas?? São as novas músicas de amor, quer se queira ou não!