sábado, 23 de julho de 2016

And then it hits us....

One day you realize your heart is not yours any longer. Nor your breath has it's own rhythm anymore. They follow another path. One that leads to be truly happy. Feeling in flames. That you could actually burst with love.
The fear of failure is overtaken by the certainty of living that moment.
You stop thinking about others and just start enjoying what life brought you. Is it forever?? Sure! 'Cause forever is right now. Tomorrow we'll see.
If it could only be that simple, right?
Guilt is something I don't know what it is. Just pleasure. The freedom that love brings you is without compare. "What if I fall?" I used to thing. "And what if I fly??"... No wings attached but definitely a feeling of feet off the ground.
And a never ending sense of belonging. Right there, in those mere human arms. 
One day it hits you. There is no point in running and hiding. It will find you. One day, sooner or later. We should always be in love. There is no better feeling. Passion, if you want, heals everything. Makes you act or think like you're a kid. Most of the times all it takes is one glimpse. And you can't think of nothing else from that moment on. 
It is like when you see an amazing pair of shoes and you cannot wait until you get your hands (feet??) on it. Difference being you don't get to buy love.... And you don't get to have exactly the same number of pairs inside your closet!! 
One day it hits us....


quinta-feira, 21 de julho de 2016

O meu sofá e tu

Sonho-te a toda a hora. Sinto-te aqui em cada momento.
Corpos que não se conseguem largar ainda que na imaginação de um e do outro. Nem o calor afasta as minhas pernas de se enroscarem nas tuas. No meu sofá. 
A noite não parece baixar a temperatura. Pelo menos a que vai na minha cabeça. Intensifica o cheiro de ti em mim. E o meu em ti, acredito. A insónia que não me larga. Continuas por aqui. É o calor que me alucina. É esta ausência de ti que me transtorna. É a certeza de breves momentos inesquecíveis e irrepetíveis que me leva a continuar. 
Ouço-te a sussurrar ao meu ouvido. Em sonhos e acordada.... Essa voz que me enlouquece. Gosto de ti, pareço escutar. Gosto de ti, digo. Pele na pele. Suor que se mistura. Beijo interminável.
Quero-te. E tu queres-me. No meu sofá. Ou em qualquer outro lugar. Meia hora. Tem de dar para semanas inteiras de estares somente na parte de dentro dos meus olhos. Sinto que outros conseguem ver-te no fundo da íris, tal é a certeza de que não sais cá de dentro
Estás aqui. Por toda a casa. E especialmente agora mesmo no meu sofá.....



terça-feira, 5 de julho de 2016

Toma!!

Uma das palavras mais importantes do vocabulário. Desde bebés que chama a atenção como poucas: toma!
Não é um "toma, embrulha e vai buscar". É um toma-lá-disto-que-amanhã-não-há. Oportunidades que se nos abrem vindas sabe-se lá de onde.
Esta era mais uma das never ending business trips para reuniões do Grupo. Para Viena, Áustria, desta vez. Sem muita vontade, como quase sempre. Mas vamos lá a isso. Avião enorme. A330. Grupos de miúdos aos molhos. Torneios internacionais? Mesmo ao meu lado viajam os portugueses. Uns 10, com 2 monitoras. Tão, mas tão bem comportados que me encheu de orgulho nos miúdos tugas!! Crianças, ainda assim. Deixá-los ser, senhor chefe de cabina. Alguns disparates próprios (entornar sumo, dá cá que eu como mas depois o estômago não chega, o bigode desenhado na cara da colega da frente que dormia...) mas desejosos de chegar à Village para as férias. Intercâmbio de jovens, explicou o Zé Maria (apaixonei-me mesmo por este miúdo) ao senhor austríaco a quem ofereceu bolachinhas! E os atrevidos Francisco (que passou um mau bocado no final com a turbulência, e a tia Carla explicou que deve olhar a direito e não mexer a cabeça....aterramos em 2 minutos, aguenta!!), prontamente ajudado pelo colega do lado com o saco de papel (Toma, pelo sim, pelo não) e o João que passou o tempo a explorar o comando fixe que acende luzes de cima e manda no ecrã da nossa frente. E a perguntar o que é que a 1ª classe come! Assim, na lata! E os ouvidos a estalar: apertem o nariz e façam como se o ar quisesse sair. Melhor?? Sim! Tomem lá uma ajudinha. São muitas as viagens que faz, nota-se por estar tão à vontade... E o muito obrigado deles no final da viagem e o meu desejo de que se divirtam imenso. Toma uma viagem tão gira! 
Depois da reunião do dia, passeio de eléctrico, dos mesmo antigos, com bebidas a bordo, para conhecer a cidade. Amazing! Toma lá desejo de miúda concretizado..... E um calor tão bom, um restaurante impecável, uma companhia sempre incrível (Ibéria rules!!!). Toma uma noite agradável!
Melhor que ir, só mesmo regressar. A miúda atrás de mim com um olhar de pânico porque não ia ao lado da mãe. Do  you want us to swap places? No problem! Deixa só chatear os senhores ao teu lado e o da minha fila e pronto, toma aconchego da mamã.
E é isso. A vida se encarrega de nos dar o que não esperamos. Muitas vezes mau, mas há que aproveitar a viagem. Podem haver outras vidas mas esta é agora. Toma e vive-a..... And that's really it. 



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Feiticeiras

Não acredito em bruxas, mas que as há, isso há. Já diz o ditado. 
A ciência justifica uns 99% de tudo o que existe. O restante enquadra-se no "não sei explicar mas deve ser mau". Porque sempre foi assim: o que não conhecemos causa-nos repulsa ou, à conta de pior, desconfiança. Ainda que seja porque alguém ou algo não se enquadra nos padrões "normais". Por menos que isto, crucificou-se um Homem (vários, na realidade...) e queimaram-se mulheres na fogueira.
Gosto de acreditar que o inexplicável é só algo que não atingimos mas que pode nem ter nada de sobrenatural. Prever que isto ou aquilo vai acontecer pode ser só porque estamos mais atentos ou perto da nossa consciência verdadeira. Sensação, impressão, gut feeling, ou algo do género.
Quando me dizem "parece que és bruxa" respondo que sim, mas das boas. O único feitiço que conheço é o da água salgada: banho de mar ou choro. Não é a água com açúcar que ajuda a viver: é a com sal. Cura tudo. Ultimamente até acerto umas coisas (está na altura de jogar no Euromilhões quem sabe....) mas deverá ser porque ando mais atenta. Ou então não, e tenham medo, tenham muito medo.....
Agora a sério. O segredo é ouvirmo-nos. A minha bola de cristal é folha de papel (como diz o Tiago Bettencourt) e nela pinto tudo o que imagino. Bom. Ou mau. Geralmente do primeiro tipo porque sou uma eterna optimista. Mas o raio do karma insiste em levar a dele em diante. Por mais que os feiticeiros da justiça tentem fazer do mundo um local habitável, há isto ou aquilo que nos põe em sentido. Mas podemos sempre lançar-lhes uma praga....ou uma dorzinha nas costas. Ou uma diarreia que não dê tempo de chegar à casa de banho mais próxima....

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Beijo ou....coiso!

Beijo é, definitivamente, aquilo que de mais íntimo temos.

Delicado, na testa dos bebés, mostra o amor mais puro que existe. Mães experientes usam-no para ver se andam febres por ali....
Tímido ou fogoso. Por ser o primeiro de todos ou por voltarmos depois de uma longa jornada de ausência....de dias ou simplesmente horas.
Roubado ou pedido. De fugida ou com a intensidade de um temporal. De amigo, que conforta a alma. Repenicado. Só um. Ou uma dúzia deles.
O sinal mais evidente de que "falta qualquer coisa" é quando privamos alguém (ou somos nós privados....) dele. Um beijo e pode ser a perdição. As senhoras da dita mais antiga profissão do mundo não o dão, ou podem apaixonar-se. Tal é a força deste e a intimidade que requer!
Podem ser dos arrebatadores estilo cinema, ou mais repentinos e para os quais nem tivemos tempo de por os beiços a jeito e sai um "toma lá disto que amanhã não há".
Já foi proibido de dar na rua. Já foi ambicionado de se dar em privado, meio às escondidas. Ou completamente às claras, para ver a expressão dos restantes que parece dizer "get a room!". 
Beijo e sofá são eternos amantes um do outro. E a chuva lá fora. E uma chávena de chocolate quente ou de chá e uma manta. Aninhar e beijar. E, de quando em vez, beijar e aninhar. 
Muito mais íntimo que "coiso". Porque os olhos se fecham quando o beijo se troca e no "coiso" é muito melhor que os ditos estejam bem arregalados. Ou perde-se qualquer.....coisa!! 
Beijos. Morangos. Cerejas. Pipocas. Sofá. Manta. Sussurros. Abraços apertados. E "coiso". Há lá cenas melhores??? 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Corpos ou pedaços deles

(Credo, que título macabro!! Andas a ver muitos filmes de zombies, hem?? Não, nada disso, detesto o tema....isto até é suposto ser um post fofinho!!)

Corpos. Invólucros que nos deram para viver. Que nem sempre nos dão a idade mental (ou da alma ou de lá não sei o quê) que temos. Porque damos por nós presos num de 60 quando cá dentro parece que são só 20. E ainda nos censuram por isso (já devias ter juízo...). Que nos criam tantas ansiedades. Daquelas que nascem no fundo de nós e que se agigantam, sem que as possamos controlar. 
Sentir falta do outro corpo como se fosse parte do nosso. Não um órgão, mas a pele toda. Não somos bem nós. Andamos por andar, quase inanimados (outra vez os zombies????) e na expectativa que isto passe depressa e possamos retomar o que éramos. 
Mas não dá. O que estava deste lado passou para outro. E quase sentimos a pele que é nossa sem o ser, o toque imaginário que nos provoca um arrepio pela espinha acima....ou abaixo. Um estar sem estar, não sei bem se consigo explicar-me. Fechamos os olhos e está lá o cheiro. E o resto que vem com ele.
Não são bem saudades. É muito pior que isso. A intensidade que se sente é como se estivéssemos a ver uma vida a correr, por detrás de uma janela. Uma espécie de sombras no escuro, entrecruzadas pelas luzes que as vidas que correm ao lado nos enviam. Estilo estarmos numa auto-estrada em que a faixa contrária nos encandeia com as luzes, já que a nossa vai sem outros veículos.
O corpo. É um insaciável. Quando conheceu algo que nem sabia que procurava, fica preso naquela ideia do outro corpo. Pedaços que se confundem entre si, que se completam e encaixam na perfeição. E a mente podia dar uma ajudinha, mas ainda é pior. Porque gosta de outro tipo de pedaços. De vislumbres de "é que é mesmo isto!".
Corpo e mente: partes do mesmo problema. Mais que saudades. E se esta é a melhor palavra no mundo para descrever o assunto de sentir-mesmo-bué-de-falta (tinha de ser em português...) imagine-se quando é insuficiente.....


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Amor e gorilas

Vou despachar o assunto antes que comecem todos a alterar foto de perfil e a mandar corações pelo mural a fora......
Sobre o amor eu tenho uma opinião muito estranha. Se, por um lado tenho uma crença bastante romantizada da coisa, por outro sou muito pragmática. Vamos lá por partes!

O amor tem de ser verdadeiro. Não pode ser "só porque não temos outra coisa, mais vale que seja aquilo" Não pode ser uma mentira que dizemos ou algo em que insistimos quando sabemos que não o é ou, pelo contrário, de que desistimos porque naquele momento há um (ou mais) qualquer valor que se levanta. Tem de ser sentido e vivido intensamente.
E é aqui que entram os gorilas! Lembrei-me um destes dias, ao ouvir a música do Bruno Mars, que nos esquecemos muitas vezes de que não são as flores ou os chocolates nem mesmo os jantares românticos que provam o quanto amamos alguém. São-nos sim aqueles momentos em que receamos que a Polícia de intervenção venha bater à porta a qualquer momento, alertada pelos vizinhos graças ao barulho que "aqueles dois estão a fazer. Um deles deve estar a matar o outro....". E só aí nos apercebemos de que voltámos às origens...que mais parece que há um casal de gorilas aqui por casa. 
O sexo é uma consequência de Deus. Diz o Pedro Chagas Freitas. E quem sou eu para o contrariar? É um sinal da nossa humanidade, mas também da parte primitiva que temos. Talvez por isso, o título não fale dele. Para não afrontar certas mentalidades....
Resumindo: amor é sermos verdadeiros. Connosco. E com quem amamos. E é brincar aos gorilas. Porque amamos. Não são metades de nada, mas complementam-se muito bem. Tão bem que o 1º sem o segundo é assim-pró-fraternal e o 2º sem o 1º é só desejo. Não é mau, mas não nos leva a ter de parar o beijo porque o sorriso que temos no rosto não nos permite continuar.
E pronto, era isto. Vão lá ao vosso Dia dos Namorados!