quinta-feira, 15 de setembro de 2016

All good stuff

Mais do que dias, há semanas que nos tiram do sério.
Tudo acontece para nos por à prova. Também é verdade que isto ajuda a que saibamos o que fazer "da próxima vez". E, no final, fica tudo bem. Ainda que estejamos tão, mas tão cansados que mal dê para aproveitar as vitórias.... Só que existe aquela coisa que se chama de fé. Ou de sorte. Ou de trabalho. Porque o único local onde sucesso vem antes de trabalho é mesmo no dicionário.... Ir buscar só-mais-um-bocadinho-de-energia depois de se andar há 3 dias com dores de estômago, se dormir mal e comer pior não faz de nós super-heróis, mas quase. The show must go on...
Estou inclinada a acreditar que quando a coisa começa a ficar mesmo, realmente, pesada, aparece não-sei-d'onde-não-sei-porquê uma luz ao fim do túnel. Pequenas coisas que não podem ser coincidência.
Estilo aparecer o CEO de um grupo de media e resolver-te um problema só porque, na lata, falaste com ele e o convidaste, na sua própria casa, a ir espreitar o auditório (dele) enquanto ambos esperavam que chegasse a mesma pessoa, que by the way só iria ali estar àquela hora e dia porque tinha o nosso evento e aproveitou para marcar para um bocadinho antes a conversa que ele andava a tentar ter com este último há uma data de tempo... Confuso? Deixem lá isso...
Estilo dares de cara com uma pessoa que querias mesmo encontrar naquele dia. Ou estares já desanimada com esta-coisada-toda e teres uma conversa de 1 hora e tal com alguém e, suddenly, voltares a encontrar a tal "estrelinha", a energia extra que precisavas. Aquela pessoa que em ti funciona como o Red Bull: dá-te asas..... 
Estilo estares tão de rastos que só te apetece chegar a casa e atirares-te para cima da cama. Calçado e vestido. Esboçar aquele "ahhhhhh"...e quando voltas a abrir os olhos são 2 da manhã e estás a babar a colcha, com a cara cheia de marcas do relevo da dita. 
Estilo aquele banho de que estás mesmo a precisar. Ou enfiar os pés em água quase a ferver (e esboçar outra vez o tal "ahhhhh") quando nem te lembras como é que conseguiste chegar a casa com as dores que trazes nos pobres (rai's parta os saltos altos quando andas acima-abaixo num evento...).
Estilo descobrires que quando tens aquela vozinha lá dentro da cabeça (ora bolas, tu queres ver...) que te diz "wait just a little bit more" (sim, a minha esquizofrenia é em inglês...go figure!), está mesmo algo para acontecer e que esperar (ao invés de desatar a pensar nos piores cenários...) pode mesmo trazer um novo ciclo, muito melhor do que tudo o que já vimos.
Estilo quando algo fantástico acontece sem planeares. Porque é tão bom teres surpresas. Nem que seja um "I'm thinking about you" ou um "não gosto da cor deste meu Panamera, queres ficar com ele?". Pronto, imagino que já não receba nenhuma mensagem de cariz amoroso hoje....ficamo-nos então pela pergunta que se impõe: diz lá de que cor é que o carro é mesmo??


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Ciúmes e posse....

Não sou muito ciumenta. Possessiva talvez. Nunca fui de partilhar nada com outra pessoa. Agora que a miúda já está mesmo quase do meu tamanho vai ser difícil manter esta ideia, mas enfim....
Nem brinquedos. Nem canetas. Nem nada desta vida! E tive de aprender que acontece estares a partilhar algo, sem saberes...adiante!! 
Sentir ciúmes pode significar que se quer tanto algo que se tem medo que outrém nos fique com o que "é nosso". Estilo "é só um bocadinho" e depois o livro já era... Ou a pessoa. A posse é uma cena tramada...será que alguma pessoa é mesmo nossa?? Filhos sim. Mas e o resto do pessoal da Terra??
Não interessa de quem é a frase mas é genial: dá a quem amas asas para voar e motivos para voltar. Se não regressar, foi mesmo "teu" alguma vez?? Nada o é, repito. Pensando bem, nem os filhos....são-nos emprestados para cuidarmos deles! 
Esta coisa do deixar ir, dar liberdade é uma espécie de presente envenenado. Queremos ter. Que nos dêem. E damos. Porque só assim existe confiança. Mas chega uma altura na vida em que essa escasseia, porque a tareia que esta nos deu (dá??) deixa-nos receosos de que não saibamos voltar a confiar. Até de quem não nos dá razão para tal. O diabinho no ombro direito passa o tempo todo a alertar "tens a certeza que não é tudo uma treta e que não te vais estampar de novo?".
E começamos a fraquejar. Com sinais de cansaço, desistimos. Não insistimos mais. Já chega. Fartei-me. Ou é tudo ou não é de todo. 
Do outro lado fica a sensação de incredulidade ou talvez o "já estava à espera e até é merecido". Porque paciência tem limite. A pessoa incrível que ali estava e que tudo aguentava sem se irritar cansou-se. Não quer mais "brincar". E o ciúme muda de lugar. Agora é esta pessoa que pensa no que terá perdido por ter tanta liberdade para tudo. Tanta compreensão. E simultaneamente tanta falta de percepção do que tinha. 
Só se aprende da forma mais dura. Quando já não "possuímos" aquela pessoa que "estava sempre lá e nunca exigia nada, não se chateava". Essa pessoa talvez tenha percebido que só se deve possuir mesmo é amor-próprio. E que mais-tarde é nunca. Que quem nos considera em último lugar não merece estar em primeiro. Reciprocidade. Tempo exige tempo. Atenção merece atenção. 
Um dia deixamos de estar ali. À mão de semear. E dá uma certa ciumeira. O que estará a fazer, a pensar, com quem, estará a portar-se bem. Vou mandar mensagem. Já viu. Não responde. Uma pessoa para aqui inquieta....e nada! Now what?? 
Dá sempre tempo para tudo. A analogia das pedras, areia e água (não sabem a história pesquisem...que eu agora não tenho....tempo!!). Primeiro o que é mesmo importante, as pedras principais da nossa vida. Depois o que temos de fazer, que se encaixa naquelas. A água é o já-agora, o café com os amigos. Que acaba por se misturar com o resto. Quem não percebe que é bom receber uma mensagem "porque me apeteceu", que diz que se está a pensar no outro, não tarda perde. E não adianta sentir ciúmes. 
A menos que seja propositado não dizer/fazer nada! E aí resta que do outro lado percebam. E desamparem a loja. Porque a vida é com tudo ou não é nada. Ainda que os ciúmes (os bons...) apareçam. Porque podem querer somente dizer que gostávamos de ter aquela pessoa sempre connosco. Qu'enjoo senhores!!! Insensível, já estão a pensar. Nada disso: só prática. Mas posso morder a língua um destes dias :)


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Amar...e pronto!

Nada sabe melhor que ouvir "amo-te". Nada! E dizer de volta (ou antes...) "amo-te".
Porque nada nos faz mais perder a respiração. E somente o que nos faz perder o ar é verdadeiro. 

Ver chegar a pessoa que se ama é uma espécie de Big Bang: primeiro não há nada e depois rebenta tudo!! 
Um minuto da voz, a imagem dela, o toque da mão, a pele. Não é nada paixão, é amor!!! Paixão é correr para o primeiro beco que aparecer, deixar o fôlego perder-se mesmo com metade da roupa vestida. Amar é isto tudo e ainda ficar nos braços, no peito, sorrir estupidamente. Se não sorrimos estupidamente, então não é amor (eat your heart out Pedro Chagas Freitas!!). 

Ter a certeza de que é para sempre. O que quer que "para sempre" signifique. Formigueiro nos pés. Borboletas na barriga. Isto é a paixão. O amor é ter o zoo todo no corpo!! 

Amar é quando estar perto não é suficientemente perto. Não é como se quem amamos tenha o mapa. Ele É o mapa!! Para qualquer sítio: aqui ao lado ou no final do mundo.
Sem medos, sem censuras, com muita saudade, com muita "lamechice". Vem cá e apaga-me esta vontade é a paixão. Vem aqui e fica, pela eternidade (ou até o telefone tocar...sacana!!), é o amor.
Nada é melhor que amar. Nada! E pronto. (ok, Sheldon, talvez o oxigénio.....)


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Obrigada, thank you

Algumas coisas nascem connosco. Ou são-nos ensinadas. A boa educação por exemplo.
Sempre fui (e ainda sou, mas um bocadinho menos...) vidrada na ideia de agradecer. "Obrigada" era quase sempre a forma de terminar uma conversa ou um e-mail. Agora faço questão mais vezes de mostrar. Para que os que sabem que lhes estou grata fiquem com a certeza. Quem achar que lhe mereço um agradecimento, sinta-se incluído nestas palavras!

Pode não se acreditar em Deus. No Senhor-lá-de-cima. God all mighty. O Criador. 
Isto é como a educação, quer-me parecer. Nasce connosco. E ensinam-nos. Eu acredito. O meu irmão não! (mas crê em "algo"...e talvez  lhe chame outra coisa qualquer!) E fomos criados pelas mesmas 2 pessoas. As mesmas que nos ensinaram a agradecer.
Eu faço-o muito ao Senhor-lá-de-cima. Embora acredite em tudo e mais um-par-de-botas (a minha casa é um bocadinho esquizofrénica....desde budas, shivas, olhos turcos, espanta-espíritos, dreamcatcher, máscaras africanas, há cá de tudo!), confesso que quando se trata de agradecer é mesmo ao Todo-o-poderoso que o faço. Por me fazer passar por coisas que costumava dizer que jamais aceitaria. Por me fazer ver que há sempre 2 lados da história e que nem tudo o que parece é. Que seguir a nossa intuição ainda é o melhor caminho. A tecnologia nunca vai lá chegar. Ao gut feeling. Ao "porque sim".
Tenho aprendido muito com o "deixar ir", o tudo-tem-uma-razão-tu-é-que-não-sabes-qual-é. Nada é mais libertador que isto. Embora deixe aquela sensação do "ok, mas já te despachavas com a cena"...e eu digo-Lhe tanta vez isto, coitado!! Apesar da velha história de que um dia ainda vamos perceber porque é que isto ou aquilo aconteceu (ou não) ser uma verdadeira chatice, não há como o contrariar. E parece que ter de continuar a não ter o que se queria pode ser uma benesse. 
Whatever! O que estou grata por ter na minha vida é a Paixão. Por viver. Por algumas pessoas. Por comida! Por ter nascido e poder continuar a viver no país mais bonito do Mundo. Por me terem dado bom humor ao invés de mau feitio (ah, espera, parece que há quem não concorde...adiante!) ou este hábito de dizer que gosto ou que não gosto e não uma atitude insossa de "mais-ou-menos". Por ter o riso fácil. Por ter esta mania de dar "feedback": pedir para avisar quando chegar, desejar boa sorte e perguntar como correu. Por ser voluntariosa (tanta vez já me tramei por não conseguir evitar o "queres ajuda?"...). E especialmente por parecer um furacão! É com tudo. Que amo. Que vivo. Que faço seja o que seja. Não sei ser só "um bocadinho". 

Truth is I don't even try being some other way. Those who hate it (me?) must feel terrible. But I guess there are much more of those who somehow have found a way of loving or just appreciate it! I am very thankful for what I have now. Even if some things could fit a little bit more then they do. Even if I keep wanting other to be faster. For getting the chance to know you. And love you. For all you are. And for what I am when I'm with you...

 Resultado de imagem para thank you tumblr

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Vida, morte, amor

Queria muito assistir ao filme Me before You (Viver depois de ti, em exibição nas nossas salas de cinema). Apesar de já saber o final queria mesmo ver.
Além da BSO ser genial (espreitem lá no final deste post o link à música do meu amigo Dan e os restantes Imagine Dragons) gosto particularmente do humor britânico que o trailler trazia aqui e ali. 
Posso ser uma chorona, e se calhar por isso mesmo vos digo que é melhor não irem ver....

Lembro-me de uma aula no liceu em que tínhamos de fazer um debate sobre a eutanásia. A mim calhou-me a defesa do tema. Recordo os argumentos usados. Que me mereceram um Muito bom do professor. E foram mais ou menos os mesmos que aqui se apresentam.
Não há nada que eu mais defenda que a Vida. Ainda que não se torne mais simples para a frente. Quite the contrary..... Mas também percebo o que pode levar alguém a querer terminar com o sofrimento. Direito à dignidade na vida e na morte. Ser a pessoa a decidir se quer ou não continuar a sofrer....

E como é que se liberta alguém que se ama profundamente porque está a sofrer? Como é que deixamos o nosso egoísmo e abraçamos o do outro? O amor maior pode ser esse mesmo: letting go. Ainda assim, eu sou a pessoa mais self centered do Mundo e gosto de pensar que o amor salva tudo. Até ao fim.
Agarrar a vida com as duas mãos. E os pés. E o que mais tiver de ser, mas ir sem lutar é que não. Quando se está próximo de uma experiência de quase-morte, ninguém sabe o que se sente, o que se sonha, o que se pensa ou como se imagina que será o futuro. Só mesmo quem lá está. Tendo dito isto, só mesmo com amor pela Vida e por nós mesmos é que decidimos o que fazer. For myself. I wont go. Not today. É isso que gosto de imaginar que nos cruza o pensamento.
Na minha visão romântica da coisa, quando nos acontece a maior prova de vida de sempre e a superamos é porque algo fantástico está para acontecer. Porque não era a nossa hora. Porque faltava viver a coisa mais extraordinária de todas: o amor maior. Por alguém, ou por nós mesmos. Ou ambos!
E ver o sorriso de alguém que amamos assim que acordamos, poder beijá-la intensa e profundamente até ao fundo da alma, pisar a areia molhada, mergulhar no mar, ver a gigantesca Lua que hoje está no céu, sentir o calor do Sol na pele, cheirar um perfume que tanto gostamos e nos traz de volta as memórias mais queridas que temos, são algumas das imensas coisas que nos justificam esta infindável vontade de viver. 

Não vão ver, a sério. Porque sentimos a impotência, a (in)justiça, o "porquê-comigo". Ou então sim. Para sorrirem, rirem, chorarem. E perceberem que somente o amor justifica as nossas decisões. 

You show them Dan! https://www.youtube.com/watch?v=trig1MiEo1s



terça-feira, 2 de agosto de 2016

(A)gosto

São muitas as referências ao mês de Agosto na música portuguesa. 1º de Agosto dos Xutos (dedicada a todas as pessoas que celebram, como eu, aniversário nessa data 😉) ou o melhor dia para casar do Quim Barreiros... Porque se não é o melhor mês de todos, então não sei qual é (sim, pois!).
São as férias, a praia, o Sol bem alto, o mar. E a vontade de ser feliz. Com muito gosto.... Um ficar sem horários. Muita comida, mergulhos sem fim. 
Melgas, mosquitos. E outros bichos. Faltam só as borboletas. Irrequietas. No estômago. O desejo de um por do sol diferente que só elas trazem. Porque tu não estás...
Agosto traz calor na pele e no coração. Gente que volta a casa. Nem que seja por poucos dias. Porque a felicidade sabemos bem onde está, ainda que tenhamos de tomar outros rumos "porque a vida assim o exige". Mesmo que seja entre um olá e um até-um-destes-dias, importam mesmo e só os momentos em que entregamos tudo a ser felizes. O "avisa quando chegares" traz a certeza de que as borboletas por vezes se alojam noutras barrigas. De inquietação ou saudades. 
Dourado na pele e vermelho fogo no coração. Gosto muito... E de borboletas!


sábado, 23 de julho de 2016

And then it hits us....

One day you realize your heart is not yours any longer. Nor your breath has it's own rhythm anymore. They follow another path. One that leads to be truly happy. Feeling in flames. That you could actually burst with love.
The fear of failure is overtaken by the certainty of living that moment.
You stop thinking about others and just start enjoying what life brought you. Is it forever?? Sure! 'Cause forever is right now. Tomorrow we'll see.
If it could only be that simple, right?
Guilt is something I don't know what it is. Just pleasure. The freedom that love brings you is without compare. "What if I fall?" I used to thing. "And what if I fly??"... No wings attached but definitely a feeling of feet off the ground.
And a never ending sense of belonging. Right there, in those mere human arms. 
One day it hits you. There is no point in running and hiding. It will find you. One day, sooner or later. We should always be in love. There is no better feeling. Passion, if you want, heals everything. Makes you act or think like you're a kid. Most of the times all it takes is one glimpse. And you can't think of nothing else from that moment on. 
It is like when you see an amazing pair of shoes and you cannot wait until you get your hands (feet??) on it. Difference being you don't get to buy love.... And you don't get to have exactly the same number of pairs inside your closet!! 
One day it hits us....