quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Reconhecimentos

Se há dia que fica na memória pelo orgulho que senti, foi hoje.
TSF: logo pela manhã uma peça na rádio sobre a nossa parceria com aquela empresa de logotipo vermelho que começa por V e acaba em fone...e o meu testemunho.... Uma colega de há quase 30 anos lembrou-me que naquele tempo já havia quem fosse a luz e outros a sombra. E que me deixou com tantas saudades....e tão orgulhosa!
Conferência sobre Comunicação Interna: lá enganei mais uns na ideia de que percebo alguma coisa do tema. Sala cheia, que medo! 160 pessoas a ouvir e a perguntar....foi tão mais confortável o papel de só assistir...especialmente ao caso da empresa concorrente da acima, cujo nome é a 3ª pessoa do plural.... Mas fiquei com a sensação do dever cumprido. A empresa ficou bem representada e os nossos meninos das entregas são quem nos deixa.....orgulhosos!
Prémio Cinco Estrelas: a rede de lojas de proximidade para entrega de encomendas mais espectacular do mundo é vencedora. A mais brilhante estrela! Momentos mágicos....até porque o Mário Daniel nos deu o enorme prazer de participar nos seus números. Portugal ficou a brilhar ainda mais a partir de hoje.... Que orgulho!!!
Reconhecimentos que significam que, de quando em vez, faço alguma coisa bem.... Que gostar do que se faz é tão bom quanto fazer o que se gosta. Tenho a grata honra de ter ambos. Consta que pisar cócó dá sorte....agora percebo o porquê do dia de ontem..... 
Hoje estou tão orgulhosa. Só por hoje. Amanhã regressa o cócó.....

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Revelações

E, um dia, atinge-nos. Não é o que andamos cá a fazer pelos outros ou os outros por nós. É o que fazemos por nós mesmos. Chega o dia em que nos perdoamos pelo que fizemos ou deixámos de fazer. Em que não há mais inimigos.
Todos agem como lhes parece melhor. Ninguém deve julgar ninguém. Muito menos o devemos fazer a nós mesmos. Pensar demasiado nas coisas leva-nos a perder demasiado tempo. E este é tão precioso para ser desperdiçado..... 
Termos medo é o mais natural e antigo sentimento. A melhor maneira de o vencer é, como em tudo, juntarmo-nos a ele. Abraçá-lo e perceber o que nos quer dizer. O instinto está lá desde que o Homem existe. É o que mais primitivo e certo temos. Aceitar. E aprender.

Sermos audazes não é enfrentar ou lutar contra o medo. É saber que existe, perceber porquê e avançar. Com o coração. Com o que somos, temos, cremos. E aquilo que for para ser, será. Não é conformismo ou destino ou fatalidade. É somente ir com a corrente.
Porque se gostamos (ou nem por isso) temos de acreditar que está certo. Doa a quem doer. Menos a nós mesmos. Ainda que tenhamos medo. Não nos vamos magoar. E se sim? Levantamo-nos e começamos tudo de novo. Sem perdões, sem desculpas. Porque sim. O melhor dos motivos. O único que não tem algo que seja refutável.
Um dia, atinge-nos.......

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Quando nos falta um não-sei-quê

Sou certamente inconformada. Perfeccionista, talvez. Uma coisa que sempre me irritou foi deixar algo a meio. Talvez por isso não seja forçosamente fã de filmes em sequelas, prequelas, episódios, chamem-lhes o que quiserem. Faltar uma peça num puzzle significava mandar logo aquilo pela janela.....
Talvez por ser assim, ando sempre num "contentamento descontente" como dizia o inquilino do Mosteiro dos Jerónimos. O tipo da pala no olho, não sei se estão a ver quem é. Falta-me sempre qualquer coisa. Se está calor, podia estar mais. Se faz frio, o Verão é que era. Se só temos 2 horas, queria 2 dias. 
Não pode ser só perfeito. Tem de ser rápido. Estilo, já. E inesquecível. E irrepetível, todos os dias. Do género de, quando pára, assemelha-se ao final de uma tempestade: silêncio depois da tormenta. Coisas espalhadas por todo o lado. Uma felicidade esboçada num sorriso. O coração que volta a bater....ou que finalmente sossega.
Mas há dias ou momentos em que parece ainda faltar mais-qualquer-coisita. Quando nem aquela música que vamos a ouvir no carro e a dançar, apesar de estarmos há mais de 1 hora no trânsito, nos anima totalmente. Os vizinhos dos carros do lado, da frente e de trás acham que sim (tal é a agitação de braços e de cabeça) mas a verdade é que aquilo acaba e continua a faltar qualquer coisa. Ainda se eu fosse de gostar de chocolate, comia um e passava.... 
Uma casa cheia de gente, um escritório a abarrotar de malta na risada e, ainda assim, falta je-ne-sais-quoi. O tal puzzle que é esta cabeça (este coração?) continua a indicar que o desenho não se finalizou. 
E quem é que encaixa na perfeição e faz com que não falte nadinha??? A acompanhar na sequela.....
(Se calhar despacho já isto, não?)
Tu, faltas só tu. Aquela peça que, por mais que pareçam haver outras, é a certinha, a que completa a figura. Um beijo e um abraço que durem de agora até....essa mesma ocasião que estás a pensar. Nenhuma outra. Tu. 



domingo, 3 de janeiro de 2016

O pote das coisas boas

Desafiaram-me a ter um pote onde só coloco as coisas boas que me acontecem no dia. No final do ano, pelo menos devem estar lá 366 papelinhos.....
O primeiro dia não trouxe nenhum motivo para papel. Antes para o pote das tristezas. O peixe laranjinha juntou-se aos seus amigos no grande oceano.... Só não chorei porque não calhou....e ganhar coragem para dizer à miúda??? Pronto, é desta que não há mais bichos cá em casa....além de quem cá mora e de um aranhiço e mosquito aqui e ali. Rest in peace Tita. Com isso veio a obrigatória mudança de sítio de algumas coisas e o arrumar de outras. Feng Shui para começar o ano da melhor forma. Mas não dá direito a papel para o pote...

Segundo dia, precisava de ir ver o mar. Para confirmar umas coisas e perguntar-lhe outras. Porque o dia estava bom e eu precisava de paz. Pote: aí vai o papel número 1!

Motivos para alegrias, daqueles que merecem ir para o pote. Espero ter muitos. Mesmo!! Porque geralmente lembramo-nos da sensações mas não forçosamente do que as causou. E no dia 31 de Dezembro vai ser tão bom sentir tudo de novo. Que 2016 foi mesmo feliz. Let's hope so. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O ano dos desafios

Numa palavra: desafiante. Assim descrevo este ano.
Nunca como nestes últimos meses me pus e puseram à prova. Para mais um bocadinho. Quando achava que estava esgotada, sem forças, faltava só mais isto. Ou aquilo.
Só posso descrever este ano como uma música do Eminem: já está a chegar ao fim e eu não percebi nada. Lá pelo meio, uns milhares de palavras que são irrepetíveis. Que, parece, nem que escritas, conseguiria dizê-las de novo. 
Coisas que mudaram. Por fora, mas particularmente por dentro. Que me levam a acreditar que nada é impossível. Não adianta combater quando estamos desarmados. Concordar com aquilo que nunca pensámos ser possível. Esta vida é um enigma. E eu que adoro fazer perguntas, que nunca me satisfaço.....
Deu para aprender que o que terá de ser, vai ser. Assim não mudemos o que somos. Nem mais nem menos o que temos de mais verdadeiro. Ser. Estar. Dar. Incondicionalmente. 
Surpresas. Muitas. Das boas. Das divertidas. Das más. Das que pensamos que não vão dar a bom destino, mas sim. A insatisfação que me caracteriza exigia mais. Não sendo possível outras, este ano já teve bastantes! Descobrir que sobrevivemos a (quase) tudo e saímos mais fortes (não forçosamente mais espertos...) é já meia vitória. E nada que vale a pena chega sem luta.
Quando escrevi, há um ano, o que esperava que este viesse a ser, nunca imaginei isto. Na realidade, já não sei bem o que pensei. Para o próximo são 366 dias novinhos em folha para ser estupidamente feliz. Para aprender muito. E para ensinar, espero eu....que a vida não se torna mais fácil. Nós é que podemos decidir "fazer por ela". Não deixar que nada nem ninguém leve a melhor. Mesmo que custe e soe a injustiça para connosco. O karma se ocupará de lidar com isso. E parece que tem uns stilettos novos que lhe ofereceram no Natal....
Obrigada, 2015, pelos desafios. Que 2016 consolide o que se começou e possibilite estar, daqui a 12 meses, a lembrar que os anos bissextos não são assim tão terríveis. 


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Química

Sempre gostei de Química no liceu. Sabia a tabela periódica de cor. O que, considerando o local onde era o liceu, poderia ter dado para o torto. Fazer um composto qualquer e deixar na sala para o pessoal não ter aulas seria o mais normal.
Mas não. Deu-me antes para entender que na vida tudo é química. Que há coisas que não se podem combinar e outras que foram feitas para se completarem uma à outra. Uma espécie de caldeirão do druida que, no final, faz os compostos virarem ouro. Ou qualquer outra coisa muito valiosa. 

Química é o que justifica a maior parte das reacções que temos. Uma em particular: atracção. Não é uma questão que se explique. A física é o movimento dos corpos. A química o movimento das almas. Junta-se a fome com a vontade de comer, já dizia a minha avó. Um eu-quero com um eu-também. 
Não é um íman, apesar de ser magnético. É mais um tipo de energia contida que rebenta quando exposta a outra energia. Um big, que se junta a um bang. Um "não havia nada e de repente apareceu tudo". Diz que foi assim que isto começou. O Mundo. E quem, num ápice, se torna o nosso mundo. 
Adiciona-se isto e mais aquilo e o composto não podia ser melhor. 
Apesar de também existirem acidentes, quando se juntam 2 elementos que dão asneira e empestam a sala (vida??) onde se está, gosto mais de pensar que a química é do "bem". Uns usam-na para degenerar algo, mas ela existe para o que de melhor existe. A faísca. A vontade. De querer mais. De fazer mais, de chegar mais longe. De estar. Agora e mais daqui a pouco.


sábado, 12 de dezembro de 2015

Seres mais que perfeitos

Os seres mais perfeitos do mundo: as Mulheres. Pronto, podem parar de ler. Ou então não!!
Nada perturba mais uns e outros que perceber que mulheres podem falar de política ou futebol ou economia (e perceber do tema!!!) sem terem de se vestir como uma Maria-rapaz ou um contabilista. Que sendo bonitas e tendo chegado ao topo da hierarquia de uma empresa não significa nada mais que trabalho e dedicação à profissão e à sua mestria. Ainda que vistam saias curtas. Porque sabem que são bonitas e assumem que feminilidade, reconhecimento e profissionalismo podem andar de mãos dadas.
Têm em si todos os sonhos do mundo. E pensam que são super-heróis. Costumo dizer que, saindo do escritório, vou para o meu 2º emprego. Mãe. Cozinheira e empregada doméstica. E tudo tem de sair perfeito. Sim, pois!!!
Ainda que a quilómetros de distância, tem de dar tempo para pedir a cinco ou seis mães que vão mais cedo para ajudar a vestir e maquilhar fantasmas. Sair a voar do aeroporto e ir a rezar para se chegar a tempo de ver a actuação dela. Entrar no ginásio e ouvir a música que tantos ensaios motivou. Na escola em conjunto e em casa sozinhos. Uma tangente.....e tão orgulhosa dos pequenos enormes artistas. E depois o toca-a-despir e o jantar na escola para festejar o Natal. Casa, mala para desfazer, banho para ajudar porque o branco não quer sair da cara. Caminha, que isto já pesa. 
E saudades aos magotes. Do que não pode faltar na vida de super-heroína: o amoroso companheiro. Que não precisa de estar fisicamente lá, mas que está sempre no fundo da mente, na frente do peito, a bater descompassado. Que nos apoia e nos deixa ser. Como somos. E que não está na sombra: é o Sol que nos permite brilhar ainda mais e ajuda a conduzir a vida com a sua luz, é a estrela maior que seguimos. 
O ser mais perfeito, mais complicado, sonhador e incompreensível que Deus colocou no Mundo: a Mulher. Mas não deve haver nada melhor que ela!!!!